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  2. Der ehemalige israelische Ministerpräsident Ehud Olmert wirft der amtierenden Regierung unter Benjamin Netanjahu vor, eine organisierte Kampagne zur „ethnischen Säuberung“ im Westjordanland durchzuführen. In einem Gastbeitrag der Tageszeitung „Haaretz“ kritisierte er scharf, dass hochrangige Minister Palästinenser vertreiben und das Gebiet einverleiben wollten.Olmert, der Israel von 2006 bis 2009 regierte, begründete seinen Vorwurf mit konkreten Vorkommnissen, die er als staatlich geduldet oder angestiftet ansieht:Siedlergewalt: Er verurteilt Pogrome, Angriffe auf palästinensische Kinder und Eltern sowie das Inbrandsetzen von Feldern.Straflosigkeit: Er kritisiert, dass Gewalttaten von extremistischen israelischen Siedlern in einem fast rechtsfreien Raum stattfinden und kaum strafrechtlich verfolgt werden.Ausbeutung und Diebstahl: Er benennt den großangelegten Diebstahl von Nutztieren, welcher palästinensischen Beduinen und Dorfbewohnern die Lebensgrundlage entzieht.Olmerst schwere Anschuldigungen im Detail sowie die Reaktionen und Berichte dazu können direkt bei der Frankfurter Allgemeinen Zeitung (FAZ) nachgelesen werden. Ausführliche Einordnungen der Gewalt im Westjordanland bieten zudem die Amnesty International sowie der Deutschlandfunk.
  3. MENSAGEM AO ENFERMO Da Coletânea Risale-i Nur MENSAGEM AO ENFERMO Autor: Bediuzzaman Said Nursi Do original turco : Hastalar Risalesi Tradução : Samir El Hayek Portekizce Hastalar Risalesi Contato : Web : www.brasilnur.org E-mail : brasilnur @gmail.com Tel : (5511) 2615-9736 Copiright © Todos os direitos reservados. Publicado por; RNK NEŞRİYAT PAZARLAMA SAN.TİC. A.Ş. Mehmet Nesih Özmen Mah. Zafer Cad. No: 3 Kat: 3 Necmettin Aksoy İş Merkezi – Merter Güngören, İstanbul – Türkiye Tel: 90 212 512 10 06 Fax: 90 212 512 10 08 www.rnk.com.tr Capa: PRESTIJ REKLAM +90 212 489 40 63 pbx www.prestijreklam.com Impressão: MUTLU BASIM YAYIN +90212 572 72 08 www.mutlubasim.com ÍNDICE Mensagem Ao Enfermo .............................................................. 5 Prımeıro Remédıo .................................................................... 6 Segundo Remédıo .................................................................... 7 Terceıro Remédıo ..................................................................... 8 Quarto Remédıo ....................................................................... 9 Quınto Remédıo ..................................................................... 11 Sexto Remédıo ....................................................................... 12 Sexto Remédıo ....................................................................... 13 Sétımo Remédıo ..................................................................... 14 Oıtavo Remédıo ...................................................................... 16 Nono Remédıo ........................................................................ 17 Décımo Remédıo .................................................................... 19 Décımo Prımeıro Remédıo ..................................................... 20 Décımo Segundo Remédıo ..................................................... 21 Décımo Terceıro Remédıo ..................................................... 22 Décımo Quarto Remédıo ........................................................ 24 Décımo Quınto Remédıo ........................................................ 26 Décımo Sexto Remédıo .......................................................... 27 Décımo Sétımo Remédıo ....................................................... 29 Décımo Oıtavo Remédıo ........................................................ 31 Décımo Nono Remédıo .......................................................... 33 Vıgésımo Remédıo ................................................................. 36 Vıgésımo Prımeıro Remédıo .................................................. 38 Vıgésımo Segundo Remédıo .................................................. 38 Vıgésımo Terceıro Remédıo .................................................. 40 Vıgésımo Quarto Remédıo ..................................................... 41 Vıgésımo Quınto Remédıo ..................................................... 42 A Décıma Sétıma Carta ............................................................ 46 O Segundo Lampejo ................................................................. 54 Prımeıro Ponto ........................................................................ 55 Segundo Ponto ........................................................................ 58 Terceıro Ponto ........................................................................ 61 Quarto Ponto .......................................................................... 63 Quınto Ponto .......................................................................... 66 Conclusão ................................................................................... 72 Do Adendo De Barla ................................................................. 74 Notas ........................................................................................... 78 TERMINOLOGIA - Allah *(Deus) - Islam** (Islã) - Mohammad*** (Maomé, o Profeta de Allah e do Islam) - Bismillah (Em Nome de Allah) - Subhanallah (Glorificado seja Allah) - Alhamdu Lillah (Louvado seja Allah) - Allahu Akbar (Allah é o Maior) - Salat (As orações prescritas cinco vezes por dia) * Utilizamos a palavra Allah, em vez de Deus, por designar o nome do Criador e somente utilizada como Seu nome, uma vez que a palavra em árabe e no Islam não tem gênero ou número, como as palavras traduzidas nos outros idiomas possuem. ** Utilizamos a palavra Islam em vez de Islã, utilizada no Brasil, ou Islão, utilizada em Portugal, por ser o nome próprio da religião islâmica e não deve ser mudado. *** Utilizamos o nome correto do Profeta do Islam, Mohammad, sem usar a corruptela utilizada na língua portuguêsa, Maomé ou Mahoma, utilizadas também em Portugal. MENSAGEM AO ENFERMO Este tratado consiste de vinte e cinco remédios. Foi escrito como um bálsamo, um consolo e uma prescrição para os doentes, e visa visitá-los e desejarlhes uma rápida recuperação. Aviso e Apologia Estas prescrições imateriais foram escritas com uma velocidade maior do que todos os meus outros escritos İ, e uma vez que não houve tempo para corrigilas e estudá-las, ao contrário de todos os outros, foram lidas uma única vez, e com grande velocidade como foi a sua composição. Isso quer dizer que se mantiveram no estado desordenado de um primeiro rascunho. Eu não considerei necessário ter cuidado com as coisas que me ocorreram de uma maneira natural, para não dar-lhes preferência, organizando-os e prestando-lhes atenção indevida. Os leitores e, especialmente, os doentes não devem sentir-se chateados e ofendidos com quaisquer expressões desagradáveis ou palavras e frases duras; que orem, em vez disso, por mim. i Este tratado foi escrito em quatro horas e meia de acordo com o testemunho de Ruchdu, Ra’fat, Husraw e Said. 6 MENSAGEM AO ENFERMO ! Bِ 8َ ْ $ا+ /َ>ا ّ + وَ? ِِّٰ /َ>ا ّ + ا =ُ$/<ٌ َ :9َ 87ِ 6 ُ 5ْ 3ُ 1َ ْ 0/-. ا# اذَا + *َ )'َ ِ $اّ# نَ تن =Fُ E رَا ِ =َ 3ُ S َ Rُ Qْ Pِ 6 اذَا َ + وَ*ِ 8Oِ Nَ ْ ) وَMLِ Kُ Fِ Jُ ْ ) =َ I ى ُ 'َ ِ $ وَاّ *ِ 8Uِ Tَ ْ ) “Aqueles que, quando os aflige uma desgraça, dizem: Somos de Allah e a Ele retornaremos”( Alcorão Sagrado, 2:156.) “Que me dá de comer e de beber; Que, se eu adoecer, me curará” ( Alcorão Sagrado, 26: 79-80.) Neste Lampejo, descrevemos brevemente vinte e cinco remédios que podem oferecer verdadeiro consolo e uma cura benéfica para o doente e aqueles atingidos por desastres, que formam um décimo da humanidade. PRIMEIRO REMÉDIO Ó você, doente infeliz! Não fique ansioso, tenha paciência! A sua doença não é um mal para você; é uma espécie de cura. Uma vez que a vida se vai como O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 7 o capital, se não produz frutos, é desperdiçado, e se desaparece com facilidade e negligência, desaparece rapidamente. A doença faz com que o seu capital renda grandes lucros. Além disso, não permite que sua vida passe rapidamente, restringe-o e alonga-o, para que depois renda seus frutos. Uma indicação de que sua vida é prolongada por motivo de doença é o seguinte provérbio muito repetido: “Os tempos de calamidade são longos, os momentos de felicidade, são breves.” SEGUNDO REMÉDIO Ó você, doente, que não tem paciência! Seja paciente, de fato, oferece agradecimentos! A sua doença pode transformar cada um dos minutos de sua vida no equivalente a uma hora de adoração. Realmente, o culto é de dois tipos. Um é positivo, como a adoração bem conhecida de súplica e as cinco orações diárias. O outro é constituído de formas negativas de culto, como a doença e as calamidades. Através disso, os aflitos percebem sua impotência e fraqueza; eles rogam ao Clemente Criador, e refugiamse n'Ele; manifestam adoração sincera e sem hipocrisia. Sim, há uma narração autêntica afirmando que uma vida passada na doença é contada como adoração para o crente - contanto que não se queixe de Allah.i É ainda estabelecido por narrações autênticas e por aqueles que descobrem as realidades da criação que a doença de algumas pessoas que são 8 MENSAGEM AO ENFERMO completamente pacientes e agradecidas que um minuto torna-se o equivalente a uma hora de adoração, e a doença de um minuto de certos homens perfeitos equivale a um dia de adoração. Portanto, você não deve queixar-se de uma doença que transforma um minuto de sua vida em mil minutos e proporciona-lhe uma vida longa; você deve agradecer. TERCEIRO REMÉDIO Ó você, doente impaciente! O fato de que aqueles que vêm a este mundo partem continuamente, os jovens envelhecem, o homem gira perpetuamente em meio a morte e a separação, testemunham que ele não veio a este mundo para se divertir e receber prazer. Além disso, enquanto o homem é o mais perfeito, o mais elevado dos seres vivos e o melhor dotado no que diz respeito aos membros e faculdades, ele habita em prazeres passados e dores futuras, e assim passa uma grave, preocupante visão, mais baixa do que dos animais. Isso significa que o homem não veio a este mundo para levar uma vida de forma fina e passar a vida em termos de facilidade e prazer. Em vez disso, ele possui grande capital e veio aqui para trabalhar e comercializar uma vida eterna. O capital dado ao homem é a sua vida. Se não houvesse doença, boa saúde e bem-estar poderia causar negligência, pois mostra o mundo sendo O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 9 agradável e torna a Outra Vida esquecida. Eles não querem pensar na morte e na sepultura, pois desperdiçam o capital da vida em ninharias. Considerando que a doença de repente abre os olhos, ela diz ao corpo: “Você não é imortal. Você não foi deixado aos seus próprios caprichos. Você tem um dever. Desista de seu orgulho, pense n'Aquele que criou você. Saiba que você vai entrar na sepultura; então, prepare-se para ela!” Desse ponto de vista, a doença é um guia advertindo e aconselhando que nunca se engana. Não se deve reclamar a esse respeito; na verdade, deve-se agradecer. E se isso é muito grave, a paciência deve ser procurada para suportá-lo. QUARTO REMÉDIO Ó você, doente melancólico! Você não tem o direito de reclamar, você deve é agradecer e ser paciente. O seu corpo, os seus membros e as suas faculdades não são de sua propriedade. Você não os fez, nem você os comprou de outras oficinas. Isso significa que eles são propriedade de alguém, e seu proprietário dispõe de sua propriedade como deseja. Como está relacionado na Vigésima Sexta Palavra, um artesão extremamente rico e hábil, por exemplo, emprega um homem pobre como modelo a fim de mostrar sua arte e considerável riqueza. Em troca de um salário, por um breve momento ele veste o pobre homem em uma roupa adornada e habilmente 10 MENSAGEM AO ENFERMO decorada. Ele trabalha sobre ele e dá-lhe várias formas. A fim de mostrar as variedades extraordinárias de sua arte, ele corta a peça, altera-a, alonga e encurta. Será que o pobre assalariado tem o direito de dizer a essa pessoa: “Você está me causando problemas, você está me causando sofrimento com a forma que você deu, de curvar-me e ficar em pé”. Ele tem o direito de dizer que está estragando a sua fina aparência, aparando e encurtando a roupa que faz dele bonito? Ele pode dizer que está sendo cruel e injusto? Ó você, doente! Assim como nessa comparação, a fim de mostrar a roupa de seu corpo com o qual Ele o vestiu, adornou-o com faculdades luminosas, como o olho, o ouvido, a razão e o coração, e os bordados dos Seus mais belos nomes, o Criador, Todo-Glorioso, faz você girar em meio a inúmeros estados e muda você em muitas situações. Da mesma forma que você aprende de Seu Nome de Provedor por intermédio da fome, do mesmo modo conhece o Seu Nome de Curador por sua doença. Uma vez que o sofrimento e as calamidades mostram os decretos de alguns de Seus Nomes, muitos exemplos do bem se encontram dentro desses lampejos de sabedoria e os raios de misericórdia. Se o véu da doença que você teme e tem nojo, está para ser levantado, por trás disso você irá encontrar muitos belos e agradáveis significados. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 11 QUINTO REMÉDIO Ó você que sofre com a doença! Pela experiência, formei a opinião neste momento que, por qualquer doença de pessoas, há uma recompensa divina, um dom do Misericordiosíssimo. Embora eu não seja digno da recompensa, ao longo dos últimos oito ou nove anos, vários jovens vieram a mim por causa de suas doenças, para pedir minhas preces. Notei que todos eles começaram a pensar na Outra Vida mais do que os outros jovens. Eles perderam a embriaguez da juventude e renunciaram até certo ponto aos desejos animais e à negligência. Então, eu os levei em consideração e, em seguida, lembrei-lhes de que suas doenças são uma recompensa divina dentro dos limites suportáveis. Eu disse a eles: “Irmão! Não me oponho a essa sua doença. Eu não sinto pena de você por causa disso para suplicar por você. Tente ser paciente até que a doença o desperte completamente, e uma vez tenha realizado o seu dever, o Criador Clemente vai restaurar-lhe a saúde, se Allah quiser.” Eu também lhes disse: “Devido à calamidade de boa saúde, alguns de seus companheiros tornaram-se negligentes, deixaram de praticar as cinco orações diárias, não pensam na sepultura, e esqueceram-se de Allah, Todo-Poderoso. O prazer superficial de uma 12 MENSAGEM AO ENFERMO breve hora da vida mundana os faz tremer e prejudicar a vida eterna, e mesmo destruí-la. Considerando que, por causa de sua doença, você vê o túmulo, em que você vai, em qualquer caso, entrar, e as habitações da Outra Vida além dele, e você age em conformidade. Então, para você, a doença é uma boa saúde, enquanto que para alguns de seus colegas uma boa saúde é uma doença.” SEXTO REMÉDIO Ó você, doente, que se queixa de seu sofrimento! Eu lhe digo: pense em sua vida passada e lembre-se dos agradáveis e felizes dias e dos angustiantes tempos problemáticos, e você certamente vai exclamar ou “Oh!” Ou “Ah!” Ou seja, o seu coração e língua vão querer dizer: “Todo louvor e gratidão pertencem a Allah”, ou “ai de mim”. Observe com atenção, o que o faz exclamar: “O louvor e a gratidão pertencem a Allah” é pensar nas dores e calamidades que se abateram sobre você; elas induzem uma espécie de prazer, uma vez que seu coração oferece graças, uma vez que a passagem da dor é um prazer. Com o passar das dores e calamidades, um legado de prazer é deixado no espírito que, ao ser despertado pelo pensamento, extravasa agradecimento do espírito. O que o faz exclamar: “Ai de mim!” são os momentos agradáveis e felizes que você experimentou O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 13 no passado, que com sua passagem deixam um legado em seu espírito de dor constante. Sempre que você pensa neles, a dor é novamente estimulada, causando o extravasamento de pesar e tristeza. Uma vez que o prazer ilícito de um dia, por vezes causa o sofrimento de um ano no espírito e a dor da doença de um dia fugaz causa muitos dias de prazer e recompensa, além do prazer em ser aliviado com a sua passagem, pense no resultado dessa doença temporária com a qual você está agora sendo afligido e nos méritos de sua face interna. Diga: “Tudo é de Allah! Isso também vai passar!”, e agradece ao invés de reclamar. SEXTO REMÉDIO i Ó irmão que pensa nos prazeres deste mundo e sofre dores da doença! Se este mundo fosse eterno, e se no nosso caminho não houvesse morte, e se os ventos da separação e da morte não soprassem, e se não houvesse invernos do espírito no futuro calamitoso e tempestuoso, eu teria pena de você junto a você. Mas i Este lampejo ocorreu-me de uma maneira natural, e dois remédios foram incluídos no Sexto Remédio. Nós deixamos assim para não estragar a naturalidade; na verdade, não o alteramos pensando que pode haver algum mistério contido nele. 14 MENSAGEM AO ENFERMO uma vez que um dia o mundo vai nos candidatar a deixá-lo e fechar os ouvidos para os nossos gritos, devemos abandonar nosso amor por ele agora através dos avisos dessas doenças, antes que ele nos expulse. Devemos tentar abandoná-lo em nossos corações antes que ele nos abandone. Sim, a doença profere este aviso para nós: “O seu corpo não é composto de pedra e ferro, mas de vários materiais que estão sempre dispostas a se separar. Deixe o seu orgulho, percebe a sua impotência, reconhece o seu proprietário, conhece seus deveres, aprenda por que você veio a este mundo!” Ela declara esse segredo no ouvido do coração. Além disso, uma vez que os prazeres e gozos deste mundo não vão continuar particularmente se são ilícitos, ambos são fugazes e cheios de dor e pecados, não chore com o pretexto da doença porque você perdeu esses prazeres. Pelo contrário, pense nos aspectos de adoração e recompensa na Outra Vida a serem encontrados na doença, e tente receber prazer deles. SÉTIMO REMÉDIO Ó você, doente, que perdeu os prazeres da saúde! A sua doença não estraga o prazer das graças divinas, ao contrário, faz com que sejam experientes e as aumenta. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 15 Pois se algo é contínuo, ele perde seu efeito. O povo da realidade até diz que: /I ادِ َ [َ Qَ ْ /0 فُ ِ Pَ Fُ ْ Y ءُ /8َ Wَ ْ V اْ/Kَ َ >ا ّ + “As coisas são conhecidas por seus opostos.” Por exemplo, se não houvesse escuridão, a luz não seria conhecida e não produziria prazer. Se não houvesse frio, o calor não podia ser compreendido. Se não houvesse fome, a comida não daria nenhum prazer. Se não houvesse nenhuma sede do estômago, não haveria prazer em beber água. Se não houvesse doença, não haveria prazer na boa saúde. O Onisciente Criador forra o homem com numerosos membros e faculdades reais, na medida em que ele possa sentir e reconhecer as inúmeras variedades de recompensas do universo mostra que Ele quer torná-lo consciente de todo o tipo de Sua graça e o familiariza com eles e o impele a oferecer constantes agradecimentos. Assim, Ele dá doença e sofrimento, da mesma forma que dá boa saúde e bem-estar. Eu pergunto: se você não tivesse sofrido essa doença em sua cabeça ou na mão ou no estômago, você teria percebido a graça divina prazerosa e agradável da boa saúde de sua cabeça, mão ou estômago, e agradeceria? Com certeza, você não teria sequer pensado nisso, e muito menos dado graças por isso! Você teria 16 MENSAGEM AO ENFERMO inconscientemente gasto a boa saúde em negligência, e talvez até mesmo em intemperanças. OITAVO REMÉDIO Ó você doente que pensa no futuro! A doença lava a sujeira dos pecados como o sabão e os limpa. É estabelecido em um Hadice autêntico que as doenças são expiação dos pecados. E em outro Hadice, ele diz: “Como frutos maduros caem da árvore ao ser sacudida, de modo que os pecados de um crente caem ao ser sacudido pela doença.”ii Os pecados são as doenças crônicas da vida eterna, e nesta vida terrena são as doenças do coração, da consciência e do espírito. Se você é paciente e não reclama, você será salvo por essa doença temporária de inúmeras doenças perpétuas. Se você não pensar em seus pecados, ou não conhece o futuro, ou não reconhece a Allah, você sofre de uma doença tão terrível que é um milhão de vezes pior do que suas atuais pequenas doenças. Clame por isso, uma vez que todos os seres do mundo estão conectados com o seu coração, espírito e alma. Essas conexões são constantemente cortadas por morte e separação, abrindo inúmeras feridas. Particularmente, quando você não conhece o futuro e imagina que a morte é eterna inexistência, assim lacerado e ferido, você sofre a doença, na extensão do mundo. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 17 Assim, a primeira coisa que você tem a fazer é procurar a cura da fé, que é o remédio certo para a cura das inúmeras doenças que afligem o infinitamente ferido e doente, o extenso imaterial do seu ser, você tem que corrigir suas crenças. O caminho mais curto de encontrar tal cura é reconhecer o poder e a misericórdia do Todo-Poderoso da Glória por meio da janela de sua fraqueza e impotência mostrada por trás da cortina de negligência, arrendado por sua doença física. Sim, aquele que não reconhece Allah é afligido por um mundo cheio de atribulações. Enquanto o mundo de quem O reconhece é cheio de felicidade e luz espiritual; ele percebe isso, de acordo com a força de sua crença. O sofrimento resultante de doenças físicas insignificantes é dissolvido pela alegria imaterial, cura e prazer que surgem de crença; o sofrimento se derrete. NONO REMÉDIO Ó você, doente, que reconhece o seu Criador! A doença dá origem à dor, ao medo e à ansiedade, porque, às vezes, leva à morte. Uma vez que a superficialidade e até a morte negligente é aterrorizante, as doenças que podem levar a isso causam medo e apreensão. Então, saiba primeiro e acredite firmemente que a hora marcada é determinada e não muda. Aqueles que 18 MENSAGEM AO ENFERMO choram ao lado do doente grave e aqueles com saúde perfeita morreram, enquanto os enfermos graves foram curados e viveram. Em segundo lugar: a morte não é terrível como parece ser superficialmente. Pela luz proporcionada pelo Alcorão Sagrado, em muitas partes da Risale-i Nur temos provado com certeza absoluta e indubitável forma que, para os crentes, a morte é o desencargo das tarefas pesadas da vida. Para eles, é um descanso da adoração, que forma a instrução e formação na área do julgamento deste mundo. Ela também é um meio de se juntarem a seus parentes e amigos, dos quais noventa e nove por cento já partiram para o Outro Mundo. É um meio de entrar na sua verdadeira pátria e nas moradas eternas da felicidade. É também um convite para os jardins do Paraíso da masmorra deste mundo. E é o momento de receber o seu salário a partir da generosidade do Criador compassivo em troca de serviços prestados a Ele. Uma vez que a realidade da morte é isso, não deve ser encarada como aterrorizante, mas, ao contrário, como a introdução para a misericórdia e felicidade. Além disso, alguns do povo de Allah temerem a morte, não de terror por ela, mas porque esperavam ganhar méritos adicionais pela realização de mais boas obras com os deveres da vida contínua. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 19 Sim, para as pessoas de fé, a morte é a porta para a misericórdia Divina; enquanto para o povo de desorientação, é o poço da escuridão eterna. DÉCIMO REMÉDIO Ó você, doente, que se preocupa desnecessariamente! Você se preocupa com a gravidade de sua doença e a preocupação a agrava. Se você quiser que sua doença seja menos grave, tente não se preocupar. Ou seja, pense nos benefícios de sua doença, a recompensa por ela, e que ela vai passar rapidamente; isso irá remover a preocupação e cortar a doença pela raiz. Na verdade, a preocupação duplica a doença e provoca uma doença do coração imaterial subjacente à doença física; por isso, subsiste e persiste a doença física. Se a preocupação cessa pela submissão, contentamento e compreensão da razão para a doença, uma grande parte da doença é erradicada, torna-se menos grave e, em parte, desaparece. Às vezes, uma doença física menor aumenta dez vezes apenas por ansiedade. Se a ansiedade cessa, nove décimos da doença desaparecem. A preocupação agrava a doença. É também uma acusação contra a sabedoria Divina e uma crítica à misericórdia Divina e denúncia contra o Criador Clemente. Por essa razão, a pessoa que se preocupa 20 MENSAGEM AO ENFERMO recebe uma rejeição e aumenta a sua doença ao contrário de suas intenções. Sim, assim como as graças aumentam a recompensa, a reclamação aumenta a doença e as atribulações. Além disso, a preocupação é em si uma doença. Sua cura é reconhecer a sabedoria na doença e sua finalidade. Uma vez que você já aprendeu isso, aplique a pomada à sua preocupação e encontre alívio! Diz: “Ah!” em vez de “Oh!” e “Louvado seja Allah para cada situação” em vez de suspirar e lamentar. DÉCIMO PRIMEIRO REMÉDIO Ó meu irmão doente impaciente! Embora a doença provoque uma dor imediata, a sua doença através do passado até hoje produz um prazer espiritual e felicidade decorrente da recompensa recebida por suportá-la. A partir de hoje, a partir dessa hora, mesmo, a doença não existe, e, certamente, nenhuma dor é vítima do não ser. E se não há nenhuma dor, não pode haver qualquer perigo. Você se torna impaciente, porque você imagina as coisas de forma errada, uma vez que a doença física de antes de hoje, e sua dor, já partiram; tudo o que resta são a recompensa e o prazer em sua passagem. Isso deve dar-lhe lucro e felicidade, de tal forma que pensar nos dias passados e sentir-se triste e impaciente é uma loucura. Os dias futuros ainda não chegaram. Debruçar sobre eles agora, e sentir-se aborrecido e impaciente, imaginando um dia O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 21 que não existe e uma doença que não existe e angústia que não existe, é dar existência a três graus de inexistência – se isso não for loucura, o que é? Se a hora anterior foi de doença, ela produz alegria; e uma vez que o momento posterior à presente hora é inexistente, e tanto a doença e o sofrimento são inexistentes, não disperse o poder da paciência dada a você pelo Todo-Poderoso Allah à direita e à esquerda, mas reúne-a em face da dor do momento presente; diz: “Ó o Mais Paciente!” e resiste. DÉCIMO SEGUNDO REMÉDIO Ó doente que, devido à doença, não pode realizar seu culto e invocações e sente tristeza pela privação! Saiba que é afirmado em um Hadice que: “O crente piedoso que, devido à doença, não pode exercer suas invocações costumeiras, recebe uma recompensa igual por elas”iii Se uma pessoa doente realiza seu culto obrigatório, tanto quanto possível com paciência e confia em Allah, a doença toma o lugar de adoração Sunna, durante esse tempo de doença grave – e de forma sincera. Além disso, a doença faz a pessoa compreender a sua impotência e fraqueza; faz com que ele ofereça súplica tanto verbalmente e na língua de sua impotência e fraqueza. Porque Allah Todo-Poderoso concedeu ao homem uma impotência sem limites e 22 MENSAGEM AO ENFERMO fraqueza infinita para que ele perpetuamente procure refúgio na corte Divina e peça e suplique. O versículo: 5ْ b ؤُ ُ /` َ دُ َ V=َ ْ $ M0 رَ ِّ 5ْ ُ 0 ُا ِ ^9َ Fَ ْ ) /6 َ ]ُ ْ < “Que importância você tem, se você não oferece oração e súplica?” De acordo com isso, a sincera oração e a súplica são a razão para a criação do homem e para o seu valor. Uma vez que a doença é uma das causas disso, a partir desse ponto de vista, não se deve reclamar, mas dar graças a Allah por ela, e a torneira da súplica que a doença abre não deve ser fechada com a recuperação da saúde. DÉCIMO TERCEIRO REMÉDIO Ó infeliz que reclama da doença! Para algumas pessoas a doença é um rico tesouro, um dom divino precioso. Cada pessoa doente pode pensar de sua doença dessa maneira. A hora marcada não é conhecida: a fim de libertar o homem do desespero absoluto e negligência absoluta, e segurá-lo entre a esperança e o medo e assim o preservar tanto neste mundo e no Outro, em Sua sabedoria Allah Todo-Poderoso tem ocultado a hora marcada, que pode vir a qualquer momento. Se ela captura o homem em negligência, pode causar graves danos para a vida eterna. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 23 A doença, no entanto, afasta a negligência, que faz uma pessoa pensar na vida após a morte, que lembra a morte, para que possa se preparar. Algumas doenças são tão rentáveis quanto o ganho de uma pessoa em vinte dias a classificação que não poderia ter conseguido em vinte anos. Por exemplo, entre os meus amigos estavam dois jovens, que Allah tenha misericórdia deles. Um deles foi Sabri da vila de 'Ilama, o outro Vezirzâde Mustafa de 'Islamköy. Eu costumava observar com espanto que, embora esses dois não soubessem escrever, estavam entre os primeiros em relação à sinceridade e ao serviço da fé. Eu não sei o motivo para isso. Depois da morte deles, compreendi que cada um sofria de uma doença grave. Devido à orientação da doença, eles tinham medo considerável de Allah, realizavam um serviço altamente valioso, e alcançaram um estado benéfico para o futuro, ao contrário de outros jovens que descuidadamente desistiram do culto obrigatório. Se Allah quiser, a angústia da doença de dois anos permitiu-lhes atingir a felicidade de milhões de anos na vida eterna. Agora eu entendo que as orações que eu às vezes ofereci para a sua saúde foram maldições em relação a este mundo. Se Allah quiser, eles foram aceitos para o seu bem-estar na Outra Vida. Assim, de acordo com a minha convicção, os dois ganharam o lucro igual ao que podia ser adquirido no 24 MENSAGEM AO ENFERMO decorrer de dez anos de temor a Allah. Se, como alguns jovens, que se basearam em sua juventude e boa saúde e jogaram-se em negligência e vício, e perseguindo-os, a morte os agarrou bem no meio da sujeira de seus pecados, eles teriam feito suas sepulturas em ninhos de escorpiões e cobras, em vez de fazê-lo no tesouro das luzes. Uma vez que as doenças contêm tais benefícios, elas não devem ser reclamadas, mas sim suportadas com paciência, confiando-se em Allah, de fato, agradecendo a Allah e tendo confiança em Sua misericórdia. DÉCIMO QUARTO REMÉDIO Ó doente, cujos olhos desenvolveram cegueira! Se você soubesse que olho claro e espiritual encontra-se sob a cegueira, que pode cobrir os olhos de um crente, você exclamaria: “Cem mil graças ao meu Sustentador Compassivo!” Vou contar um incidente para explicar esta pomada. Trata-se da seguinte forma: Uma vez, a tia de Süleyman de Barla, que me serviu por oito anos, com total lealdade e vontade, ficou cega. Devido a sua boa opinião de mim, que era cem vezes melhor do que eu merecia, a mulher justa me pegou na porta da mesquita e pediu-me para orar por sua visão ser restaurada. Então, eu fiz a abençoada e honrada mulher a intercessora para a minha súplica, e a Allah e O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 25 supliquei ao Todo-Poderoso: “Ó Senhor! Restaura a visão de respeito pela sua honra.” Dois dias depois, um oculista de Burdur veio e tirou a catarata. Quarenta dias depois, ela voltou a perder a visão. Fiquei muito chateado e supliquei fervorosamente por ela. Se Allah quiser, a oração será aceita para a sua Vida Futura; caso contrário, a minha oração teria sido uma maldição errada para ela. Ela faleceu quarenta dias depois – Que Allah tenha piedade dela. Assim, ao invés de olhar com tristeza para os jardins de Barla com os olhos da velhice, ela lucrou em seu túmulo por ser capaz de olhar para quarenta mil dias sobre os jardins do Paraíso. Para ela, a crença era forte e ela estava completamente certa. Sim, se um crente perde a visão e entra no túmulo cego, de acordo com o seu grau, ele pode olhar para o mundo da luz a uma extensão muito maior do que outros mortos em seus túmulos. Assim como vemos muitas coisas neste mundo que os crentes cegos não veem, se o cego parte com a crença, vê bem melhor do que outros mortos em seus túmulos. Ele pode contemplar os jardins do Paraíso e vê-los como o cinema como se olhando através dos telescópios mais poderosos, de acordo com o seu grau. Assim, por graças e paciência, você pode encontrar sob o véu do seu olho presente um olho cheio de luz, com o qual, enquanto sob a terra, você pode ver e 26 MENSAGEM AO ENFERMO observar o Paraíso acima dos céus. O que vai dissipar o véu do seu olho, o oftalmologista que irá permitir que você olhe com aquele olho é o Alcorão Sagrado. DÉCIMO QUINTO REMÉDIO Ó você doente que suspira e lamenta! Não olhe para o aspecto exterior da doença e suspire, considere o seu significado e seja aprazido. Em caso de alguma forma a doença não tinha sido boa, o Criador Todo- Compassivo não a teria dado aos servos que ele mais ama. Pois há um Hadice: ]ُ gَ 6َ ْ V ءَُ اْ /8ِ َ $ َوْV اْ5ُ َّ f ءُ /8َ 9ِ >َْV َءًَ اْ dَ0 سِ /Lَّ $ ا[ُّ W. ا# ]ُ gَ 6َ ْ V/ْ S َ “Aqueles que sofrem com os julgamentos mais severos são os profetas, em seguida, os santos e outros como eles.”iv Isto é, “Os mais aflitos com atribulações e dificuldades são os melhores dos homens, os mais perfeitos”. Além disso, o trabalho do Profeta (Allah o abençoe e lhe dê paz) e dos outros profetas, então dos santos, então os justos, têm considerado as doenças que eles sofreram como adoração sincera, como dons do Misericordioso, eles ofereceram graças com paciência. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 27 Eles as viram como operações cirúrgicas realizadas pela misericórdia do Criador Todo-Compassivo. Ó você que chora e lamenta! Se você quiser participar dessa caravana luminosa, agradece com paciência. Porque, se você reclama, eles não vão aceitá-lo. Você vai cair no abismo do povo de desorientação, e percorrer um caminho escuro. Sim, existem algumas doenças que levam à morte; são uma espécie de martírio; elas resultam em um grau semelhante à santidade. Por exemplo, as pessoas que morrem das doenças que acompanham o nascimento se tornam mártires i, de dores do abdômen, por afogamento, queimadura e peste. Há também muitas doenças abençoadas que auferem o grau de santidade àqueles que morrem com elas. Além disso, uma vez que a doença diminui o amar ao mundo e o apego a ele, ela ilumina a despedida do mundo pela morte que, para o mundano, é extremamente grave e dolorosa, e às vezes até faz com que seja desejável. DÉCIMO SEXTO REMÉDIO Ó você doente que se queixa de sua aflição! A doença pede respeito e compaixão, que são as mais importantes e benéficas na vida social humana. Uma i O período desse martírio pode ser conquistado por doença é em torno dos quarenta dias de 'parto'. 28 MENSAGEM AO ENFERMO vez que salva o homem de autossuficiência que o leva à insociabilidade e crueldade. Pois de acordo com o significado do versículo: MLَ hَ ْ 1k انْ رَآهُ ا ْ # تن Mhَ Jْ 8َ $ نَ /N. >ْV انَّْ ِ + “Em verdade, o homem transgride, quando se vê autossuficiente” a alma ordenadora do mal, que se sente autossuficiente devido à boa saúde e ao bem-estar, não sente respeito pelos irmãos, em muitos casos, que são merecedores dela. Ela não sente compaixão pelos doentes e os feridos em desastre, embora mereçam bondade e compaixão. Sempre que está doente, entende sua própria impotência e desejo e tem respeito pelos seus irmãos que são dignos dela. Ela sente respeito pelos irmãos crentes que o visitam ou ajudam. Sente bondade humana, que decorre do sentimento de solidariedade e compaixão por aqueles atingidos por desastres, uma característica islâmica mais importante. Compara-os a si mesmo, compadece-se no verdadeiro sentido da palavra e sente compaixão por eles. Faz o que pode para ajudá-los; e, no mínimo, reza por eles e vai visitá-los para perguntar-lhes como eles estão, o que é Sunna de acordo com a Chari'a; e, assim, ganha recompensa. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 29 DÉCIMO SÉTIMO REMÉDIO Ó você doente que se queixa de não ser capaz de realizar boas obras, devido à doença! Agradeça! É a doença que abre para você a porta das mais sinceras das boas obras. Além de fornecer continuamente recompensa ao doente e àqueles que cuidam dele, pelo amor a Allah, a doença é um meio mais importante para a aceitação de súplicas. Na verdade, há recompensa significativa para os crentes que cuidam dos doentes. Indagando de suasaúde e visitando os doentes – com a condição de não taxá-los – é Sunnav e também expiação dos pecados. Há um Hadice que diz: “Receba as orações dos doentes, pois ela são aceitáveis”.vi Cuidar dos doentes, especialmente se são parentes, ou pais, em particular, é um culto importante, produzindo recompensa significativa. Agradar o coração de uma pessoa doente e consolá-la é uma espécie de significativa caridade. Feliz é a pessoa que agrada ao coração facilmente tocado de pai e mãe em um momento de doença e recebe a sua prece. Mesmo os anjos aplaudem, exclamando: “Machállah, Barakallah” perante cenas leais daqueles bons filhos que respondem com perfeito respeito e bondade filial no momento da doença dos pais, mostrando a exaltação da humanidade – pois eles são os mais dignos de respeito na vida da sociedade. 30 MENSAGEM AO ENFERMO Sim, os prazeres são experimentados no momento da doença, que surgem a partir da bondade, piedade e compaixão daqueles que o cercam, e é mais agradável reduzir as dores da doença a nada. A aceitabilidade das preces dos doentes é uma questão importante. Durante os últimos trinta ou quarenta anos, eu mesmo tenho suplicado para ser curado da doença de lumbago da qual eu sofro. No entanto, entendi que a doença tinha sido dada para a súplica. Uma vez que a prece não pode ser removida por meio da prece, isto é, desde que a oração não pode retirar-se, compreendi que os resultados da oração dizem respeito à Outra Vida i, e que é uma espécie de culto, para com a doença se compreende sua impotência e busca refúgio na corte Divina. Portanto, apesar de ter feito súplicas para ser curado por trinta anos e, aparentemente, a minha súplica não ter sido aceita, não me ocorreu desistir. Para a doença é a hora de súplica. Para ser curada não é o resultado da súplica. Se o Onisciente e Compassivo concede a cura, Ele a dá de sua graça abundante. Além disso, se súplicas não são aceitas na forma que queremos, não se deve dizer que não foram aceitas. O Criador Onisciente sabe melhor do que nós, Ele dá tudo o que é do nosso interesse. Às vezes, ele i Sim, enquanto algumas doenças são a razão para a existência da súplica, se a súplica é a causa da 'não existência’ da doença, a existência da súplica seria a causa da sua própria não existência, e este não poderia ser o caso. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 31 direciona nossas orações para este mundo na direção do futuro, e aceita-as dessa forma. Em qualquer caso, uma súplica que adquire sinceridade devido à doença e surge a partir de fraqueza, impotência, humildade e necessidade, está muito perto de ser aceitável. A doença faz súplica sincera. Ambos os doentes que são religiosos e crentes que cuidam dos doentes, devem aproveitar essa súplica. DÉCIMO OITAVO REMÉDIO Ó doente que desiste de oferecer graças e ocupa-se reclamando! A queixa surge de um direito, e nenhum dos seus direitos foi perdido por você reclamar. Na verdade, existem inúmeros agradecimentos que são de sua obrigação, um direito sobre você, e estes ainda você não fez. Sem que Allah Todo-Poderoso lhe dê o direito, você está reclamando como se exigindo direitos de forma ilegítima. Você não pode olhar para os outros superiores a você em grau, que são saudáveis, e reclamar. Você deve olhar para o doente que, do ponto de vista da saúde, está em um nível mais baixo do que o seu, e deve agradecer. Se a sua mão está quebrada, olhe para as deles, que está cortada. Se você tem apenas um olho, olha para o cego, que não têm os dois olhos, e oferecer graças a Allah! Com certeza, ninguém tem o direito de olhar para aqueles superiores a ele em relação às recompensas e reclamar. Quanto às atribulações, é direito de todos 32 MENSAGEM AO ENFERMO olharem para aqueles que estão acima deles com respeito, e assim agradecerem. Este mistério foi explicado em vários lugares na Risale-i Nur com uma comparação; um resumo disso é o seguinte: Uma pessoa leva um homem miserável ao topo de um minarete. Em cada degrau ele lhe dá um presente diferente, uma recompensa diferente. Logo no topo, ele lhe dá o maior presente. Embora ele queira agradecer e mostrar gratidão em troca de todos os vários presentes, o homem rabugento esquece os presentes que recebeu em cada um dos degraus, ou os considera sem importância, e não agradeceu por eles, olha por cima dele e começa a reclamar, dizendo: “Se o minarete fosse mais alto, eu teria subido ainda mais. Por que não é tão alto quanto aquela montanha lá ou quanto o outro minarete?” Que grande ingratidão seria se ele começasse a queixar-se assim, que grande erro cometeria! Da mesma forma, o homem passa a existir a partir do nada, e não como uma rocha ou uma árvore ou um animal, mas como um ser humano e um muçulmano, e na maioria das vezes experimenta uma boa saúde e adquire um alto nível de recompensas. Apesar de tudo isso, reclama e mostra impaciência, porque ele não é digno de algumas dádivas, ou porque as perdeu por causa de escolhas erradas ou de abusos, ou porque não pôde obtê-las, e para criticar a soberania divina diz: “O que eu fiz para que isso acontecesse O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 33 comigo?” É um estado de espírito e doença espiritual mais calamitosa do que a física. É como lutar com uma mão quebrada, e a reclamação faz sua doença piorar. Sensível é a pessoa que, de acordo com o significado do versículo: Bِ 8َ ْ $ا+ /َ>ا ّ + وَ? ِِّٰ /َ>ا ّ + ا =ُ$/<ٌ َ :9َ 87ِ 6 ُ 5ْ 3ُ 1َ ْ 0/-. ا# اذَا + *َ )'َ ِ $اّ# نَ=Fُ E رَا ِ “Aqueles que, quando os aflige uma desgraça, dizem: Somos de Allah e a Ele retornaremos.”( Alcorão Sagrado, 2:156.) submete-se e é paciente, de modo que a doença pode completar o seu ciclo, em seguida, parte. DÉCIMO NONO REMÉDIO Quanto ao atributo do Eternamente suplicado “os mais belos nomes” indicam toda a Beleza dos nomes de Glória. Entre os seres, a vida é a mais sutil, a mais bela, e o espelho mais abrangente do Eternamente Suplicado. O espelho para o belo torna-se belo. O espelho que reflete as virtudes da beleza torna-se belo. Assim como tudo o que é feito para o espelho por tal beleza é bom e belo, o que ocorre a vida, também, em relação a realidade, é bom. Para ele reflete o belo 34 MENSAGEM AO ENFERMO impresso com os mais belos nomes, que são bons e bonitos. A vida torna-se um espelho deficiente, se passar monotonamente com a saúde permanente e bem-estar. Em um aspecto, sugere a inexistência, o não-ser, e nada, e provoca cansaço. Ele reduz o valor da vida e transforma o prazer da vida em perigo. Por pensar que vai passar o seu tempo de tédio de forma rápida, a pessoa se joga ou no vício ou nas diversões. Ele se torna hostil à vida valiosa e quer matá-la e fazê-la passar rapidamente, como se fosse uma sentença de prisão. Mas quando se gira em mudança e ação e estados diferentes, a vida torna o seu valor significativo, e sua importância e prazer. Essa pessoa não quer que sua vida passe rapidamente, mesmo se estiver em dificuldades e atribulações. Ela não se queixa, cansada, dizendo: “Ai de mim! O sol ainda não se pôs”, ou, “ainda é noite.” Sim, pergunte a um cavalheiro que é rico, ocioso e que vive afundado no luxo: “Como você está?” Você é obrigado a ouvir uma resposta patética do tipo: “O tempo nunca passa. Vamos ter um jogo de gamão. Ou vamos encontrar alguma diversão para passar o tempo”, ou então você vai ouvir reclamações decorrentes da ambição mundana, como: “... Eu não consegui aquilo; se eu tivesse feito tal e tal coisa.” O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 35 Em seguida, pergunte a alguém atingido por um desastre ou a um trabalhador ou a um pobre homem que vive em penúria: “Como vai você?” Se ele é sensível, ele responderá: “Todas as graças a Allah, eu estou trabalhando. Se a noite não viesse tão rapidamente, eu poderia ter terminado este trabalho! O tempo passa tão depressa, e assim faz a vida; passa como lampejo. Com certeza as coisas são difíceis para mim, mas isso vai passar também. Tudo passa rapidamente.” Ele na verdade diz o quão valiosa é a vida e quão arrependido ele está em sua passagem. Isso significa que ele percebe o prazer e o valor da vida através do sofrimento e do trabalho. Quanto à facilidade e à saúde, tornam a vida amarga e fazem a esperança passar rapidamente. Meu irmão que está doente! Saiba que a inexistência é a origem e o fermento das calamidades e dos males, e até mesmo dos pecados é, como foi provado decisivamente e com detalhes em outras partes da Risale-i Nur. Quanto à inexistência, é o mal. Estados monótonos como a facilidade, o silêncio, a tranquilidade e a apreensão estão perto de inexistência e do nada; e, portanto, fazem sentir a escuridão da inexistência e causam aflição. Quanto à ação e à mudança, eles são a existência e fazem sentir a existência. E a existência é boa pura; é suave. 36 MENSAGEM AO ENFERMO Uma vez que a realidade é assim, sua doença foi enviada a você como convidado para executar muitas tarefas, como purificar a sua vida útil, fortalecê-la e torná-la progressiva, e induz as outras faculdades humanas em seu ser, para transformar em assistência para seu membro doente, e para exibir vários tipos de nomes do Criador Onisciente. Se Allah quiser, ela vai exercer as funções de forma rápida e sair, e vai dizer para uma boa saúde: “Vem, e fica permanentemente no meu lugar, e realiza seus deveres. Esta casa é sua. Fique aqui com boa saúde.” VIGÉSIMO REMÉDIO Ó você doente que está à procura de um remédio para seus males! A doença é de dois tipos. Um é real, o outro é imaginário. Quanto ao tipo real, o Curador Onisciente e Glorioso tem armazenado em Sua poderosa farmácia da terra uma cura para todas as doenças. É lícito obter medicamentos e usá-los como tratamento; deve-se saber que o seu efeito e a cura são de Allah, Todo-Poderoso. Ele dá tanto a doença como proporciona a cura. Seguindo as recomendações de médicos habilidosos, temer a Allah é um medicamento eficaz. A maioria das doenças surge de abusos, falta de abstinência, desperdício, erros, dissipação e falta de cuidados. Um médico religioso, certamente, dá conselhos e instruções dentro dos limites da O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 37 legalidade. Ele vai proibir os abusos e os excessos, e dar consolo. A pessoa doente tem confiança em seus conselhos e consolo, e isso diminuí a doença, que produz a ele a facilidade no lugar da aflição. Mas quando se trata de doença imaginária, o remédio mais eficaz é não lhe dar nenhuma importância. Quanto mais importância é dada a ela, mais ela cresce e incha. Se for desconsiderada, isso a diminui e a dispersa. Quanto mais se perturba as abelhas mais enxameiam em torno da cabeça da pessoa, mas se dispersam se nenhuma atenção é dada a elas. Da mesma forma, quanto mais importância se dá a um pedaço de corda acenando na frente de um dos olhos na escuridão e à apreensão que causa, mais ela cresce e faz a pessoa fugir como um louco. Enquanto não se dá nenhuma importância, a pessoa vê que é um vulgar pedaço de corda e não uma cobra, e ri por causa do medo e da ansiedade. Se a hipocondria é crônica, ela se transforma em realidade. É uma doença grave que afeta o sistema nervoso e os dados às fantasias; essas pessoas fazem montanhas de montículos e sua moral é destruída. Então, se eles encontram médicos 'meio' maldosos ou médicos injustos, provocam ainda mais a sua hipocondria. Se eles são ricos, perdem a sua riqueza, ou perdem a sua inteligência, ou a sua saúde. 38 MENSAGEM AO ENFERMO VIGÉSIMO PRIMEIRO REMÉDIO Meu irmão doente! Sua doença é acompanhada de dor física. No entanto, você está cercado por um significativo prazer espiritual que irá remover o seu efeito. Porque, se seu pai, mãe, e os parentes estão com você, a compaixão mais prazerosa deles que você tenha esquecido desde a infância será despertada e você verá novamente o tipo parecido que você recebeu na infância. Além disso, as amizades envolvem o que tinha permanecido em segredo e oculto, estes também olham para você com amor pela atração da doença. Em face destes, sua dor física é reduzida à insignificância. Além disso, você se tornou mestre dos mestres, uma vez que aqueles que você costumou servir orgulhosamente, agora o atendem gentilmente por causa da doença. Além disso, você atraiu para si o sentimento de solidariedade e bondade humana das pessoas, e assim descobriu numerosos amigos úteis e carinhosos companheiros. E, mais uma vez, você recebeu a ordem de sua doença para descansar de muitos deveres de tributações que agora estão descansando. Com certeza, em face desses prazeres imateriais, sua dor menor deve levá-lo a agradecer, e não reclamar. VIGÉSIMO SEGUNDO REMÉDIO Meu irmão que sofre de uma doença grave como apoplexia! Em primeiro lugar eu vou lhe dar a boa O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 39 notícia de que para os crentes apoplexia é considerada uma bênção. Há muito tempo atrás eu costumava ouvir isso de homens santos, e eu não sabia o motivo. Agora, uma das razões me ocorre, como segue: A fim de alcançar a união com Allah Todo- Poderoso, ser salvo dos perigos espirituais neste mundo, e ganhar a felicidade eterna, o povo de Allah escolheu seguir dois princípios: O Primeiro: é a contemplação da morte. Pensando que tanto o mundo é transitório, e eles mesmos são convidados temporários encarregados de funções, eles trabalham para a vida eterna dessa maneira. O Segundo: por jejum, exercícios religiosos e ascetismo, eles tentam matar a alma ordenadora do mal; ,e assim, serem salvos de seus perigos e das emoções cegas. E você, meu irmão que perdeu a saúde de metade do seu corpo! Sem escolher, a você foram dados esses dois princípios, que são curtos, fáceis e a causa da felicidade. Assim, o estado do seu ser perpetuamente avisa sobre a natureza fugaz do mundo e que o homem é transitório. O mundo não pode mais afogá-lo, nem a negligência pode lhe fechar os olhos. E com certeza, a alma ordenadora do mal não pode enganar com a luxúria inferior e apetites animais alguém no estado de 40 MENSAGEM AO ENFERMO metade de um homem, ele é salvo rapidamente das provações da alma. Assim, através do mistério da crença em Allah, a submissão a Ele e a confiança n’Ele, o crente pode se beneficiar de um breve tempo, de uma doença grave como a apoplexia, assemelhando-se às provações dos santos. Uma doença grave, como essa se torna extremamente barata. VIGÉSIMO TERCEIRO REMÉDIO Ó você, doente infeliz, que está sozinho e um estranho! Mesmo se sua solidão e exílio, com a sua doença fossem despertar simpatia a você nos corações mais duros e atrair bondade e compaixão, poderia ser um substituto para o seu Criador Todo-Clemente? Pois Ele Se apresenta para nós no início de todas as suratas do Alcorão com os atributos da “Clemente e Misericordioso”, e com um lampejo de Sua clemência faz com que todas as mães alimentem seus filhos com essa maravilhosa ternura e com uma manifestação de Sua misericórdia, a cada primavera, enche a face da terra com bênçãos. A vida eterna no Paraíso, com todas as suas maravilhas, é uma única manifestação de Sua misericórdia. Então, certamente sua relação com Ele pela crença, seu reconhecimento e sua súplica a Ele na língua de impotência, decorrente da sua doença e da aflição de sua solidão no exílio, vai atrair o olhar de misericórdia a você, que toma o lugar de tudo. Uma O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 41 vez que Ele existe e Ele olha para você, tudo o que existe é para você. Aqueles que são verdadeiramente sozinhos e no exílio são aqueles que não estão ligados com Ele pela fé e submissão, ou anexam nenhuma importância a essa relação. VIGÉSIMO QUARTO REMÉDIO Ó você que cuida de crianças inocentes doentes ou de idosos, que se assemelham a crianças inocentes! Você tem diante de si importante comércio para a Outra Vida. Então, procure-o por seu entusiasmo e esforço! É estabelecido pelo povo da realidade que as doenças de crianças inocentes são como treinamento para seus corpos delicados, e injeções e treinamento divino para permitir-lhes suportar no futuro os transtornos do mundo; isso, além de muitos exemplos de sabedoria que pertence à vida mundana da criança, em vez da expiação dos pecados nos adultos que olham para a vida espiritual e são o meio para a purificação da vida, as doenças são como injeções assegurando o progresso espiritual da criança no futuro, ou na Outra Vida; e esse é o mérito proveniente de tais doenças que passa para o livro de boas obras dos pais, e em particular da mãe que através do mistério da compaixão prefere a saúde do filho à própria saúde. Quanto a cuidar dos idosos, é estabelecido em narrações autênticas e muitos acontecimentos históricos que, juntamente ao recebimento de enorme 42 MENSAGEM AO ENFERMO recompensa, recebe as preces dos idosos e, especialmente, dos pais, e alegrar seus corações e servi-los com lealdade, conduz à felicidade tanto neste mundo como no Outro. E é estabelecido por muitos eventos que uma criança feliz que obedece à risca aos pais idosos será tratada da mesma forma pelos filhos, mas se um filho miserável fere os pais, ele será punido por meio de muitos desastres neste mundo e no Outro. Sim, o Islam exige que se cuide não só dos parentes que são idosos ou inocentes, mas também dos crentes idosos se os encontra –através do mistério da verdadeira fraternidade de crença– e que alguém sirva com maior capacidade ao venerável idoso doente se está em necessidade disso. VIGÉSIMO QUINTO REMÉDIO Meus irmãos doentes! Se vocês querem uma cura sagrada mais benéfica e verdadeiramente prazerosa, fortaleçam e desenvolvam a sua crença! Isto é, fazer uso da crença, aquela cura sagrada, e do medicamento que surge da crença através do arrependimento e pedido de perdão, e as cinco orações diárias e a adoração. Sim, os negligentes por causa de seu amor ao mundo e o apego a ele parece que possuem uma situação virtual elevada tão grande quanto o mundo. O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 43 Nós provamos em muitas partes da Risale-i Nur que a crença cura imediatamente a sua parte imaterial, que está machucado e surrado pelos golpes da morte e da separação, e o salva dos ferimentos e realmente o cura. Mas vou interromper a discussão aqui para não cansá-lo. Quanto à medicina de crença, mostra seu efeito, quando você realiza suas obrigações religiosas, tanto quanto possível. A negligência, o vício, os desejos da alma e as ilícitas diversões reduzem a sua eficácia. A doença afasta a negligência, reduz o apetite, é um obstáculo para os prazeres ilícitos, a fim de aproveitar isso. Faça uso dos medicamentos sagrados e das luzes da fé através do arrependimento e busca o perdão, a oração e a súplica. Que Allah Todo-Poderoso lhe restaure saúde e faça a sua doença expiação dos pecados. Amém. Amém. Amém. َ V=َ ْ $ ىَ [َ ِ 13ْ Lِ َ $ /Lَّ b ُ /6 ا وَ َ 'َ 3ِ$ /Lَ )[َ I ى َ 'َ ِ $ اّ ? ِِّٰ [ُ Kْ lَ $اْ# تن nِّ lَ $ْ/0 ِ /Lَ 0 رَ ِّ ]ُ k ءَتْ رُ ُ /E َ [ْ Oَ $ ? ا ُّٰ /Lَ )[َ I انْ َ # 44 MENSAGEM AO ENFERMO R. >اْ # oَ َ >ا ّ + /ٓLَ 1Kَّ ْ p` َ /6َّ َ Vا+ /ٓLَ $ 5َ pْ`َ ِ V oَ َ >/lَ 9ْ kُ تن 5ُ 8ِ lَ $ اْ 5ُ 8pِFَ $اْ بِ وَ =ُ pO$ اْ tِّ s ِ [ٍ Kَّ lَ 6 ُ /َ>[ِ 8ِّ k. Mَ p` ]ِّ -. 5َّ 3ّ ُ pٰ$ا# رِ وَ /7. 0َْ V رِ اْ =ُ> وَ /3َ vِ /Uَ W انِ وَ ِ [َ 0َْ V اْ:ِ 8َ Sِ /` وَ َ /3َ v دَوَٓا ِ 5ّ ْ pِk. وَ Bِ 9lْ -. وَ Bِ $ آMَ p` وَ /3َ vِ /8َ Qِ “E dirão: Louvado seja Allah, que nos encaminhou até aqui; jamais teríamos podido encaminhar-nos, se Ele não nos tivesse mostrado o caminho. Os mensageiros de nosso Senhor nos apresentaram a verdade. Então, ser-lhes-á dito: Eis o Paraíso que herdastes em recompensa pelo que fizestes.”( Alcorão Sagrado, 7:43.) “Disseram: Glorificado sejas! Não possuímos mais conhecimento além do que Tu nos proporcionaste, porque somente Tu és Prudente, Sapientíssimo”( Alcorão Sagrado, 2:32.) Ó Allah! Concede bênçãos ao nosso mestre Mohammad, o remédio para os nossos corações e seu remédio, a boa saúde do nosso corpo e sua cura, a luz O VIGÉSIMO QUINTO LAMPEJO 45 dos nossos olhos e seu brilho, e para a sua família e companheiros, e conceder-lhes a paz. *** A DÉCIMA SÉTIMA CARTA [Adendo ao Vigésimo Quinto Lampejo], A Carta de Condolências Pela Morte de Uma Criança “E em Seu Nome, Exaltado seja!” “Tudo quanto neles existe glorificam-No”1 Meu querido irmão da Outra Vida, Hafız Khalid Efendi “Anuncia (a bem-aventurança) aos perseverantes, aqueles que, quando os aflige uma desgraça, dizem: Somos de Allah e a Ele retornaremos”2 Meu irmão, a morte de seu filho me entristeceu, mas “O juízo pertence a Allah”, conformar-se com o decreto Divino e submeter-se à determinação Divina são marcas do Islam. Que Allah Todo-Poderoso lhe conceda toda a paciência, e que Ele possa fazer o falecido um auxiliar e intercessor para você na Outra 1 (Alcorão Sagrado, 17:44). 2 (Alcorão Sagrado, 2:155-6). A DÉCIMA SÉTIMA CARTA 47 Vida. Vou explicar cinco pontos que são verdadeiramente uma boa notícia e oferecem consolo real para você e para os crentes piedosos como você: PRIMEIRO PONTO: O significado da frase no “jovens imortais”3Alcorão Sagrado é seguinte: com esta frase, o versículo indica e dá a boa notícia de que as crianças dos crentes que morrem antes de atingir a maturidade permanecerão eternamente como eternas crianças adoráveis de forma digna do Paraíso; que eles serão uma fonte eterna de felicidade nos braços de seus pais e mães que vão para o Paraíso, e irão garantir que seus pais recebam o mais doce dos prazeres, ou seja amarem e acarinharem as crianças; que todas as coisas prazerosas serão encontradas no Paraíso; aqueles que dizem que uma vez que o Paraíso não é o lugar para a reprodução, não haverá amor e carinho pelas crianças, não estão corretos; e que o ganho de milhões de anos de amor puro sem dor e acariciamento de crianças eternas em vez de breves dez anos ou mais de amá-los 3 (Alcorão Sagrado, 56:17, 76:19) 48 MENSAGEM AO ENFERMO misturados com tristezas deste mundo, é uma fonte de grande felicidade para os crentes. SEGUNDO PONTO: Uma vez, quando um homem estava na prisão enviaram um de seus filhos adoráveis para ele. O infeliz prisioneiro sofreu tanto suas próprias dores, e uma vez que não poderia fazer a criança feliz, ele também sofreu a sua dor. Em seguida, o juiz compassivo enviou alguém para ele com uma mensagem que dizia: “Certamente, a criança é sua, mas ela é meu assunto e de meu povo. Vou levá-la a um belo palácio e cuidar dela lá.” O homem chorou de angústia. Ele disse: “Eu não vou lhe dar o meu filho, ele é meu único conforto.” Seus amigos lhe disseram: “Seu sofrimento sem sentido. Se é da criança que você tem pena, ela vai para um espaçoso palácio feliz no lugar desta suja e angustiante masmorra. Se você tem pena de si mesmo e busca seus próprios interesses, você vai ter muito sofrimento e dor pelas dificuldades da criança, caso ela permanece aqui, além do único benefício duvidoso temporário que você recebe. Se ela for para lá, vão ser diversas vantagens para você, pois A DÉCIMA SÉTIMA CARTA 49 ela irá atrair a misericórdia do rei e será um intercessor para você. O rei irá querer que você a veja, e certamente não irá mandá-lo para a prisão, então ele irá libertá-lo, chamá-lo para o palácio, e permitir que você se encontre com a criança lá. Mas com a condição de que você tenha confiança no rei e lhe obedeça.” Meu querido irmão, como esta comparação, você deve pensar como se segue, como deveriam agir os outros crentes quando seus filhos morrem: a criança é inocente e seu Criador é Todo-Compassivo e Todo- Generoso. Ele tomou-a para Sua perfeita graça e misericórdia em lugar de minha educação e compaixão deficientes. Ele a livrou da atroz, calamitosa, difícil prisão deste mundo e enviou para os jardins do Paraíso. Quão feliz é para a criança! Se ela tivesse ficado no mundo, quem sabe como teria crescido. Portanto, eu não tenho pena dela, eu sei que ela é feliz. Restam meus próprios benefícios, e eu não tenho pena de mim em conexão com elas, e eu não estou triste e arrependido. Porque, se ela tivesse permanecido no mundo, ele teria dez anos de amor temporário de uma 50 MENSAGEM AO ENFERMO criança misturado com dores. Então, se ele tivesse sido justo e se ele fosse capaz em assuntos mundanos, talvez ele tivesse me ajudado. Mas ao morrer, ele se tornou uma espécie de intercessor quem vai me proporcionar dez milhões de anos de amor de uma criança no Paraíso eterno e felicidade eterna. Certamente, uma pessoa que perde um duvidoso benefício imediato e ganha milhares de certos benefícios adiados não chora e lamenta, nem grita de desespero. TERCEIRO PONTO: A criança que morreu era a criatura, a posse, o servo, e com todos os seus membros o artefato do compassivo Criador; ela pertencia a Ele e era um amigo de seus pais, colocou temporariamente sob sua supervisão. O Criador fez os pais servidores da criança. Em troca de seus serviços, deu-lhes compaixão agradável quanto um salário imediato. Agora, o Criador Clemente, o verdadeiro proprietário da criança, Que possui novecentos e noventa e nove partes e o pai possui uma única parte A DÉCIMA SÉTIMA CARTA 51 se, mercê Sua misericórdia e sabedoria, levar a criança de você, colocando um fim aos seus serviços, não seria justo que os crentes ficassem tristes e gritassem de dor e desespero, perante o proprietário das mil ações em forma de queixa. Isso só convém as pessoas negligentes e desorientadas. QUARTO PONTO: Se o mundo fosse eterno, e o homem tivesse de permanecer nele eternamente, e a separação fosse interminável, o sofrimento atroz e o desespero teriam algum significado. Mas desde que este mundo é uma pousada, para onde a criança morta foi, você e nós também, iremos para lá. Além disso, ela não é a única a morrer; é uma autoestrada geral. E, uma vez que a separação não é para sempre, você vai encontra-la no futuro, tanto no Reino Intermediário como na Outra Vida. Deve-se dizer: “O juízo pertence a Allah” Ele a deu e Ele a levou, e: “Louvado seja Allah em todas as circunstâncias”, e agradeça com paciência. 52 MENSAGEM AO ENFERMO QUINTO PONTO: A compaixão, uma das manifestações mais sutis, belas, agradáveis, doces da misericórdia Divina, é um elixir luminoso. É muito mais direta do que o amor apaixonado, é o meio mais rápido de união com Allah, Todo-Poderoso. O amor temporário e o amor mundano são transformados em verdadeiro amor e encontra Allah Todo-Poderoso só com a maior dificuldade, mas a compaixão vincula o coração a Ele da forma mais pura, mais direta - e sem dificuldade. Tanto o pai como a mãe ama o filho mais do que tudo no mundo. Se eles são afortunados e são verdadeiros crentes, quando ele é retirado deles viram o rosto deste mundo e encontram o verdadeiro Doador de Bênçãos. Eles dizem: “Uma vez que o mundo é transitório, não merece vincularmos o coração a ele.” Eles se apegam ao local onde a criança desapareceu, e isso ganha alto grau espiritual para eles. O povo de negligência e desorientação é privado da felicidade e das boas notícias destes cinco pontos. Você pode ver a partir do seguinte quão grave é a sua situação: eles veem seu único filho nos estertores A DÉCIMA SÉTIMA CARTA 53 da morte, e porque imaginam que o mundo é eterno e como resultado de sua negligência e desorientação, eles supõem que a morte é a inexistência e eterna separação. Eles pensam nele na terra de seu túmulo no lugar de sua cama macia, e devido à sua negligência ou desorientação, o Paraíso misericordioso e céu abundante do mais Compassivo não ocorre com eles. Você pode ver, por comparação, a tristeza e o desespero que eles sofrem. Quando a crença e o Islam dizem ao crente: “o Criador Compassivo levará este filho seu que está no auge da morte deste mundo inferior ao Paraíso. Ele vai torná-lo tanto um intercessor para você, e uma eterna criança. Não se preocupe, a separação é temporária! Diz: “O juízo pertence a Allah” “Somos de Allah e a Ele retornaremos”4 e suporta pacientemente.” O Eterno, Ele é o Eterno! Said Nursi *** 4 (Alcorão Sagrado, 2:155) O SEGUNDO LAMPEJO Em Nome de Allah, o Clemente, o Misericordioso “E (recorda-te) de quando Jó invocou a seu Senhor (dizendo): Em verdade, a adversidade tem-me açoitado; porém, Tu és o mais clemente dos misericordiosos!”5 A súplica de Jó (que a paz esteja com ele), o campeão de paciência, é tanto bem testada e eficaz. Recorrendo ao o versículo, devemos dizer em nossa súplica: “Ó Senhor meu, em verdade, a adversidade tem-me açoitado; porém, Tu és o mais clemente dos misericordiosos!” A essência da história bem conhecida de Jóvii (a paz esteja com ele) é a seguinte: Enquanto afligido com numerosas feridas e chagas por um longo tempo, ele se lembrou da grande recompensa por ter enfermidade, de suportá-la com o 5 (Alcorão Sagrado, 21:83). CONCLUSÃO 55 máximo de paciência. Mas mais tarde, quando os vermes gerados por suas feridas penetraram seu coração e sua língua, a sede da memória e do conhecimento de Allahviii, temeu que o seu dever de adoração fosse sofrer, e então ele disse em súplica não por questão do seu próprio conforto, mas por causa de sua adoração a Allah: “Ó Senhor! O mal me afligiu; minha lembrança de Ti com a minha língua e a minha adoração a Ti com o meu coração vai sofrer.” Allah Todo-Poderoso, então, aceitou esta sincera, desinteressada e devota súplica pura da forma mais milagrosa.. Ele concedeu ao Jó perfeita e boa saúde e fez manifestar nele todos os tipos de compaixão.ix Este Lampejo contém cinco pontos: PRIMEIRO PONTO Em correspondência às feridas externas e doenças de Jó (que a paz esteja com ele), temos doenças internas do espírito e do coração. Se o nosso ser interior fosse voltado para fora, e nosso ser exterior voltaria para dentro, que aparecíamos mais feridas e 56 MENSAGEM AO ENFERMO doenças de Jó. Para cada pecado que cometemos e cada dúvida que entra em nossa mente, infligem feridas em nosso coração e nosso espírito. As feridas de Jó (que a paz esteja com ele) eram de tal natureza a ameaçar sua breve vida mundana, mas as nossas feridas internas ameaçam a nossa vida eterna infinitamente longa. Precisamos da súplica de Jó, milhares de vezes mais do que ele mesmo. Assim como os vermes que surgiram das suas feridas penetraram em seu coração e língua, assim também as feridas que o pecado inflige sobre nós e as tentações e dúvidas que surgem dessas feridas vão –que Allah nos proteja!– penetrar o nosso coração interior, o assento de crença, e, assim, ferir a crença. Penetrando também a alegria espiritual da língua, o intérprete da crença, elas causam a fuga em repulsa a lembrança de Allah, e a reduz ao silêncio. O pecado, penetrando o coração, vai escurecê-lo até que extingue a luz da crença.x Dentro de cada pecado há um caminho que leva à descrença. A menos que o pecado é rapidamente obliterado, buscando o perdão CONCLUSÃO 57 de Allah, ele vai crescer de um verme em uma cobra que rói o coração. Por exemplo, o homem que secretamente comete um pecado vergonhoso temerá a desgraça que resulta dele se os outros ficarem conscientes disso. Assim, a existência de anjos e seres espirituais será difícil para ele suportar, e ele vai almejar negá-lo, mesmo com a força da menor indicação. Da mesma forma, aquele que comete um grande pecado merecedor do tormento do Inferno, vai desejar a inexistência do Inferno de todo o coração, e sempre que ele ouve a ameaça do fogo do Inferno, ele se atreve a negá-lo com a força de uma ligeira indicação e dúvida, a menos que ele se proteja no escudo de arrependimento e pedir perdão. Da mesma forma, aquele que não realiza a oração obrigatória e cumprir o seu dever de adoração será afetado por aflição, assim como ele seria em caso de negligência de um dever menor em relação a algum governante mesquinho. Assim, sua preguiça em preencher sua obrigação, apesar de os comandos 58 MENSAGEM AO ENFERMO repetidos do Soberano da Pré-eternidade, vai afligi-lo muito, e por causa do sofrimento vai desejar e dizer para si mesmo: “Será que não havia tal dever de adoração! “Por sua vez, irá surgir a partir deste desejo o desejo de negar a Allah, e ter inimizade para com Ele. Se alguma dúvida sobre a existência do Ser Divino chega ao seu coração, ele estará inclinado a aceitá-la como uma prova conclusiva. Uma porta larga para a destruição será aberta na frente dele. O coitado não sabe que, embora ele seja entregue pela negação do ligeiro problema do dever de adoração, ele fez a si mesmo, pela mesma negação, a meta para milhões de problemas que são muito mais impressionantes. Fugindo da picada de um mosquito, ele recebe a mordida da cobra. Há muitos outros exemplos, que podem ser entendidos com referência a estes três, de modo que o sentido de se tornará aparente. SEGUNDO PONTO Como foi explicado sobre o significado da determinação Divina, conhecida como destino, na CONCLUSÃO 59 Vigésima Sexta Palavra, os homens não têm o direito de reclamar em caso de desastres e doenças pelas três seguintes motivos: Primeiro Motivo: Allah, o Altíssimo, fez a roupa do corpo, com a qual Ele vestiu o homem numa manifestação de Sua arte. Ele fez o homem para ser um modelo em que ele corta, modela, altera e muda a roupa do corpo, mostrando, assim, a manifestação de vários de Seus nomes. Assim como o nome do Curador torna necessário que a doença deve existir, assim também o nome do Provedor exige que a fome deveria existir. E assim por diante... “O Senhor de Todo o Domínio dispõe sobre o Seu domínio como ele deseja.” Segundo Motivo: é por meio de desastres e doenças que a vida é refinadaxi, aperfeiçoada, reforçada e avançada; assim ela produz resultados, alcança a perfeição e cumpre a sua própria proposta de vida.xii Quanto à vida conduzida monotonamente no sofá da facilidade e no conforto não se assemelha tanto à 60 MENSAGEM AO ENFERMO inexistência que é pura maldade, para a existência que é pura bondade; de fato, tende na direção do nada. Terceiro Motivo: Este reino mundano é o campo de testes, a morada do serviço. Não é o lugar de prazer, recompensa e retribuição. Considerando-se, então, que é a morada do serviço e lugar de culto, das doenças e dos infortúnios –contanto que não afetem a crença e são pacientemente suportadosxiii– satisfazem plenamente ao serviço e à adoração, e até os fortalece. Uma vez que eles fazem cada hora de adoração equivalente ao de um dia,xiv deve-se agradecer ao invés de reclamar. O culto consiste de fato de dois tipos, positivo e negativo. O que se quer dizer por positivo é óbvio. Quanto ao culto negativo, isto acontece quando um afligido com o infortúnio ou doença percebe sua própria fraqueza e desamparo, e se volta para o seu Senhor Compassivo, busca refúgio n'Ele, medita sobre Ele, faz petições a Ele e, assim, oferece uma forma pura de adoração que nenhuma hipocrisia pode penetrar. Se ele suporta pacientemente, pensa na CONCLUSÃO 61 recompensa anexa à desgraça e agradece, em seguida, a cada hora que passa vai ser contada como um dia inteiro gasto no culto. Sua vida breve torna-se muito longa. Há mesmo casos em que um único minuto é contado como igual à adoração de um dia inteiro. Uma vez eu estava extremamente ansioso por causa de uma doença incrível que atingiu um dos meus irmãos da Outra Vida, Muhajir Hafız Ahmad6. Mas, então, um aviso veio ao meu coração: “Cumprimentao!” Cada minuto que passa é contado como um dia inteiro de adoração. Ele estava, de qualquer forma, suportando a sua doença com paciência e gratidão. TERCEIRO PONTO Como temos salientado em uma ou duas das Palavras, sempre que alguém pensa na vida passada, 6 Muhajir Hafız Ahmad era um comerciante em Barla* e entre os primeiros alunos da Risale-i Nur. Bediuzzaman permaneceu em sua pousada em primeiro chegando em Barla no início da primavera de 1926, e ele ajudou Bediuzzaman nos oito anos e meio que ele permaneceu em Barla. * Lugar de exílio de Bediuzzaman, 1926-1934. Uma pequena aldeia na província de Isparta em SW Turquia. Tr. 62 MENSAGEM AO ENFERMO ele dirá dizer em seu coração ou com a língua ou “Ah!” ou “Oh!” Ele ou vai experimentar arrependimento, ou dizer: “Rendo graças e louvor a Allah!” A tristeza é inspirada pelas dores decorrentes da cessação dos prazeres anteriores e da separação deles. Uma vez que a cessação do prazer é uma dor em si. Às vezes, um prazer momentâneo irá causar dor eterna. Pensar nele será lancetar uma ferida, fazendo jorrar pesar. Quanto à duração do prazer espiritual que vem da cessação das dores momentâneas vividas no passado, ele inspira o homem a exclamar: “Graças e louvor a Allah!” Além dessa tendência inata do homem, se ele pensa na recompensa que resulta de infortúnio e a recompensa que o espera na Outra Vida, se ele percebe que sua breve vida contará como uma longa vida por causa do infortúnio, então, em vez de ser apenas paciente, ele deve ser grato. Ele deveria dizer: “Louvado seja Allah por cada estado diferente da incredulidade e da desorientação”xv Costuma-se dizer que o infortúnio é duradouro. De fato é, mas não porque ele é problemático e CONCLUSÃO 63 angustiante que as pessoas costumam imaginar, mas sim porque ele produz resultados vitais assim como uma vida longa. QUARTO PONTO Como foi explicado na Primeira Estação da Vigésima Primeira Palavra, o poder de resistência do paciente dado ao homem por Allah Todo-Poderoso é adequado a cada infortúnio, salvo desperdiçado em medos infundados. Mas, através da predominância da ilusão, a negligência do homem e sua imaginação desta vida transitória ser eterna, ele desperdiça seu poder de resistência sobre o passado e o futuro. Sua resistência não é igual aos infortúnios do presente, e ele começa a reclamar. É como se –Allah me livre!– estivesse reclamando de Allah Todo-Poderoso para os homens. De uma forma mais injustificada e até mesmo louca, ele reclama e demonstra sua falta de paciência. Se o dia que é passado é realizado o infortúnio, a angústia se vai agora, e só a tranquilidade permanece, a dor desaparece e o prazer em sua cessação permanece, o problema vai, e a recompensa continua. 64 MENSAGEM AO ENFERMO Por isso não se deve reclamar, mas dar graças por prazer. Não se deve ressentir do infortúnio, mas amálo. A vida transitória do passado passa a ser contada como uma vida eterna e abençoada por causa do infortúnio. Pensar sobre a dor passada com uma fantasia e depois perder parte da sua paciência é loucura. Quanto aos dias que ainda estão por vir, uma vez que eles ainda não chegaram, pensar agora na doença ou no infortúnio a serem suportados durante eles e mostrar impaciência, também é tolice. Dizer a si mesmo: “Amanhã ou depois vou estar com fome e sede” e constantemente beber água e comer pão hoje, é pura loucura. Da mesma forma, pensar em desgraças e doenças ainda no futuro, mas agora inexistentes, sofrer já, mostrar impaciência e oprimir-se sem qualquer compulsão é tal estupidez que não merece piedade e compaixão. Em suma, assim como a gratidão aumenta a graça divina, assim também a queixa aumenta o infortúnio e remove todas as ocasiões para a compaixão. CONCLUSÃO 65 Durante a Primeira Guerra Mundial, uma pessoa abençoada em Erzurum sofria de uma doença incrível. Fui visitá-lo e ele disse-me, queixando-se amargamente: “Eu não fui capaz de colocar a minha cabeça no travesseiro e dormir durante cem noites.” Eu estava muito triste. De repente, um pensamento veio a mim e disse: “Irmão, os cem dias difíceis que você passou são agora como cem dias felizes. Não pense neles nem reclame, mas olhe para eles do ângulo de terem passado e seja grato. Quanto aos dias futuros, uma vez que eles ainda não chegaram, coloque sua confiança em seu Senhor Clemente e Misericordioso e fique tranquilo. Não chore antes de ser atingido, não tenha medo de nada, não concede ao nada a condição de existência. Pense na hora presente, o seu poder de resistência de paciente é suficiente para esta hora. Não aja como o comandante enlouquecido que espera reforço na sua ala direita de uma força inimiga desertar para se juntar a ele na sua ala esquerda, em seguida, começa a dispersar suas forças do centro à esquerda e 66 MENSAGEM AO ENFERMO à direita, antes que o inimigo se junte a ele na direita. O inimigo, em seguida, destrói o seu centro, deixado fraco, com uma força mínima. Irmão, não seja como ele. Mobilize todas as suas forças para a presente hora, e pense na misericórdia divina, na recompensa na Outra Vida, e como sua vida breve e transitória está sendo transformada em uma forma longa e eterna. Em vez de reclamar amargamente, dê alegres agradecimentos.” Muito aliviado, ele disse, “Louvo e agradeço a Allah; a minha doença é agora um décimo do que era antes.” QUINTO PONTO Consiste em três questões. Primeira Questão: O verdadeiro e prejudicial infortúnio é o que afeta a religião. Deve-se em todos os momentos procurar refúgio na corte Divina do infortúnio em matéria de religião e clamar por ajudaxvi. Mas os infortúnios que não afetam a religião, na realidade, não são infortúnios. Alguns deles são avisos do mais Misericordioso. Se um pastor atira uma pedra CONCLUSÃO 67 em suas ovelhas quando invadem outro pasto, eles entendem que a pedra é concebida como um aviso para salvá-los de uma ação perigosa, cheia de gratidão elas retrocedemxvii. Assim também existem muitos infortúnios aparentes que são divinas advertências e admoestações, outros que constituem a penitência do pecadoxviii, e outros ainda que se dissolvem em estado de abandono do homem, para lembrá-lo de sua impotência e fraqueza humana, proporcionando-lhe assim uma forma de tranquilidade. Quanto à variedade de infortúnio que é doença, não é de todo uma má sorte, como já foi dito, mas sim um favor de Allah e um meio de purificaçãoxix. Há uma tradição que diz: “Da mesma forma que a árvore faz cair seu fruto maduro, quando sacudida, os pecados caem por intermédio da agitação da febrexx.” Jó (a paz esteja com ele) não fez a súplica para o conforto de sua alma, mas solicitou cura para o propósito de adoração, quando a doença estava impedindo suas lembranças de Allah com a sua língua e sua meditação sobre Allah em seu coração. Nós 68 MENSAGEM AO ENFERMO também devemos fazer a nossa principal intenção, ao fazer essa súplica, a cura das feridas interiores e espirituais que surgem a partir do pecado. Quanto às doenças físicas, podemos buscar refúgio contra elas quando dificultam a nossa adoração. Mas devemos buscar refúgio de uma forma humilde e suplicante, não em forma de protesto e melancolicamente. Se aceitamos Allah como nosso Senhor e Sustentador, então devemos aceitar também tudo o que Ele nos dá na Sua capacidade de Senhor. Suspirar e se queixar de uma forma que implica objeção à determinação e ao decreto Divino é uma espécie de crítica à determinação Divina, uma acusação contra a compaixão de Allah. Aquele que critica as determinações Divinas bate a cabeça contra a bigorna e a quebra. Quem acusa a misericórdia de Allah, inevitavelmente, será privado dela. Usar a mão quebrada para se vingar só vai causar mais danos à mão. Assim também o homem que, aflito com o infortúnio, responde a ele com protestos, queixas e ansiedade, só está agravando o seu infortúnio. CONCLUSÃO 69 Segunda Questão: Os infortúnios físicos crescem quando são vistos grandes, e diminuem quando são vistos pequenos. Por exemplo, um sonho é visto à noite. Se alguém lhe dá atenção ele incha e cresce, se não o faz, ele desaparece. Assim também, se alguém tenta repelir um ataque de enxame de abelhas, elas vão se tornar mais agressivas e que, se não tentar elas vão se dispersar. Assim, se alguém considera os infortúnios físicos tão grandes e concede-lhes importância, eles vão crescer, e por causa da de ansiedade passa do corpo e atinge a raiz do coração. O resultado será então uma aflição interior em que o infortúnio exterior se prende a se perpetua. Mas se a ansiedade é removida por contentamento com o decreto Divino e confiança em Allah, o infortúnio físico irá diminuir gradualmente, secar e desaparecer, assim como a árvore cujas raízes foram cortadas. Certa vez, compus os seguintes versos na descrição desta verdade: Chorar não tira a desgraça, ó desgraçado, vem, confia em Allah! 70 MENSAGEM AO ENFERMO Fique sabendo que gritar compõe a infelicidade e é um grande erro. Considere o Mandante do infortúnio, e fique sabendo que é um presente dentro de presente, e prazer. Então deixe de chorar e agradece como o rouxinol, sorri através de suas lágrimas! Se você não encontrá-Lo, fique sabendo o mundo é todo dor dentro de dor, transitoriedade e perda. Então, por que lamentar de um pequeno infortúnio enquanto em cima de você há um mundo repleto de aflição? Vem, confie em Allah! Confie em Allah! Ri na cara da infelicidade, ela também vai rir. À medida que ela ri, ele vai diminuir; vai ser modificada e transformada. Se em um combate você sorri para o inimigo incrível, sua inimizade será alterada em conciliação; sua hostilidade vai se tornar mera piada, vai diminuir e desaparecer. Se alguém confronta a desgraça com confiança em Allah, o resultado será semelhante. CONCLUSÃO 71 Terceira Questão: Cada idade tem características especiaisxxi. Nesta época de negligência do infortúnio mudou sua forma. Em certas idades e para certas pessoas, um infortúnio não é, na realidade, infortúnio, mas sim um favor Divino. Desde que eu considero os que sofrem com a doença na idade atual serem felizes –na condição de que a doença não afeta sua religião– não me ocorreu opor-me à doença e à desgraça, nem ter pena de quem anda aflito. Sempre que me deparo com algum jovem aflito, eu acho que ele está mais preocupado com os seus deveres religiosos e com a Outra Vida do que estão os seus pares. Daí, deduzo que a doença não constitui uma desgraça para essa pessoa, mas sim a graça de Allah. É verdade que a doença lhe causa sofrimento em sua vida breve, transitória e mundana, mas é benéfica para a vida eterna. É para ser considerada como uma espécie de culto. Se ele fosse saudável, seria incapaz de manter o estado que gostava quando estava doente e iria cair em dissipação, como resultado da impetuosidade da juventude e da natureza dissipada da época. Conclusão Allah Todo-Poderoso, a fim de mostrar Seu infinito poder e misericórdia ilimitada, fez inerente ao homem a impotência infinita e ilimitado desejo. Além disso, a fim de mostrar os bordados intermináveis de Seus Nomes, Ele criou o homem como uma máquina capaz de receber variedades ilimitadas de dor, bem como infinitas variedades de prazer. Dentro dessa máquina humana há centenas de instrumentos, cada um dos quais tem diferentes dores e prazeres, diferentes deveres e recompensas. Simplesmente, todos os nomes divinos manifestados no macrocosmo que é mundo também têm manifestações no microcosmo que é o homem. Assuntos benéficos, como boa saúde, bemestar e prazer levam o homem a agradecer e pedir à máquina humana desempenhar as suas funções, em muitos aspectos, e, assim, o homem torna-se uma fábrica de graças. Da mesma forma, por meio do infortúnio, doença e dor, e outras contingências de indução de movimento, as outras engrenagens da máquina humana são postas CONCLUSÃO 73 em movimento e revolução. A mina de fraqueza, impotência e pobreza inerente à natureza humana é feita para trabalhar. Ela induz no homem um estado no qual ele busca refúgio e ajuda não só com uma única língua, mas com a língua de cada um dos seus membros. Assim, por meio de contingências, aquele homem torna-se uma caneta em movimento que compreende milhares de canetas diferentes. Ele inscreve o curso designado de sua existência na página da sua vida ou na Tábua no Mundo das Similitudes; ele coloca uma declaração diante dos nomes divinos, e torna-se uma ode à glória de Allah, cumprindo assim os deveres de sua natureza. *** Do Adendo de Barla [Carta escrita a um médico que sentiu uma grande saudade dos tratados da Risale-i Nur e foi despertado ao estudá-las.] Saudações ó médico afortunado, que diagnosticou a sua própria doença! Meu fiel e querido amigo! O despertar espiritual que a sua carta entusiástica indica merece parabéns. Você deve saber que a coisa mais valiosa dos seres é a vida. E o mais valioso dos deveres é estar a serviço da vida. E o serviço mais precioso para a vida são os esforços para transformar a vida transitória na Vida Eterna. Quanto aos valores e a importância desta vida encontram-se em ser a semente, a fonte e a origem da Vida Eterna. Mas não para restringir a visão da presente vida fugaz que vai envenenar e destruir a Vida Eterna; isso é uma loucura como preferir um momentâneo lampejo de raio a um sol eterno. Na visão da verdade, aqueles que estão mais doentes do que todos os outros são os médicos materialistas e desatentos. Se apenas eles fossem DO ADENDO DE BARLA 75 tomar os medicamentos da crença, que são como antídotos, da farmácia sagrada do Alcorão, iriam curar tanto as suas próprias doenças como as feridas da humanidade. Pela vontade de Allah, o seu despertar vai curar suas feridas e também fará de você um remédio para as doenças de outros médicos. Além disso, você deve saber que, às vezes, consolando uma pessoa doente, desesperada e sem esperança é mais benéfico do que mil medicamentos. Mas um médico afundado no pântano da Natureza só acrescenta outra camada de trevas para o desespero grave de tal pessoa doente e infeliz. Se Allah quiser, este seu despertar vai torná-lo um médico de consolação e um espalhador de luz para aquelas pessoas infelizes. Você deve saber que a vida é curta e o trabalho a ser feito é muito. Eu me pergunto, se como eu, você inspecionou sua cabeça, quão desnecessárias, inúteis, coisas sem importância, sem vida, como grandes pilhas de lã seca, você teria encontrado entre os seus conhecimentos. Pois eu inspecionei minha cabeça e 76 MENSAGEM AO ENFERMO encontrei muitas coisas desnecessárias. E assim, é necessário procurar uma maneira de fazer a informação científica, o conhecimento da filosofia útil, luminosa, e espiritual. Você também deve pedir a Allah, Todo-Poderoso, para um despertar para que você possa dirigir o seu pensamento ao Todo-Sábio e Glorioso, de modo que você possa atear fogo na madeira seca e iluminá-lo, e que o desnecessário conhecimento científico se torne no valioso conhecimento de Allah. Meu inteligente amigo: O coração deseja muito se arrojar ao campo de pessoas “particulares” que são sábios e com saudade das luzes da crença e dos segredos alcorânicos. Uma vez que “As Palavras” conseguem falar com a sua consciência, não pense que seja uma mensagem particular de mim para você, mas cada “Palavra” de suas palavras também é uma mensagem dirigida a você de um pregador do Alcorão Sagrado e de quem o indica. Tome-a como receita médica da farmácia do Alcorão sagrado. E, na minha ausência, através deles DO ADENDO DE BARLA 77 abra a esfera da companhia e conversa como se estivesse presente. Você é livre de escrever as cartas quando quiser, mas espero que não fique triste por não responder a todas, porque me acostumei cedo a não escrever muitas cartas, a tal ponto que não escrevo para o meu irmão há três anos a não ser uma só carta, apesar de muitas cartas dele. Said Nursi *** NOTAS i Al-Albani, Sahih Jami 'al-Saghir, 256. Veja também, al-Suyuti, al-Fath al-Kabir, ii, 148. ii Bukhári, Mardha, 1, 2, 13, 16; Musslim, Birr, 45; Dárimi, Riqac, 57; Musnad, i, 371, 441; ii, 303, 335; iii, 4, 18, 38, 48, 61, 81 iii Bukhári, Jihad, 134; Musnad, IV, 410, 418. iv al-Munawi, Fayd al-Qadir, i, 519, no: 1056; al-Hákim, al- Mustadrak, iii, 343; Bukhári, Mardha, 3; Tirmizi, Zuhd, 57; Ibn Mája, Fitan, 23; Dárimi, Riqac, 67; Musnad, i, 172, 174, 180, 185, VI, 369. v al-Munawi, Fayd al-Qadir, ii, 45, No: 1285 vi al-Munawi, Fayd al-Qadir, ii, 45, No: 1285 vii Ver, Tabari, Jami 'al-Bayan, xvii, 71-2; Ibn Hajar, Fath al-Bári, vi, 426; Ibn al-Mubarak, al-Zuhd, 49 viii Ver, Ibn al-Acir, al-Kámil fi'l-Tarikh, i, 98-100. ix Ver, Alcorão, 21:84, 38:42-3. Além disso, Bukhári, Ghusl, 20; Tawhid, 35; Musnad, ii, 314. x Veja-se, Tirmizi, Tafsir Sura 83:1; Ibn Maja, Zuhd, 29; Muwatta, Kalam, 18; Musnad, ii, 297. xi Ver, Musslim, Birr, 52; Abu Da'ud, Jana'iz, 1; al-Hákim, al-Mustadrak, i, 1500 xii Ver, Bukhári, Mardha, 1; Musslim, Birr, 52; Tirmizi, Zuhd, 57; Muwatta, Jana'iz, 40 xiii Ver, Tirmizi, Da'wat, 79; Nasa'i, al-Sunan al-Kubra, vi, 106. xiv Ver, Dárimi, Riqaq, 56; Musnad, ii, 159, 194, 198, III, 148, 238, 258. xv Tirmizi, Da'wat, 45; Ibn Mája, Muqaddima, 23; Du'a, 2. xvi ver, Tirmizi, Da'wat, 79; Nassa'i, al-Sunan al-Kubra, vi, 106. xvii Ver, Bukhári, Iman, de 39 Nassá'i; Buyu', 2, Musslim, Musaqat, 107; Abu Nu'aym, Hilyat al-Awliya', i, DO ADENDO DE BARLA 79 xviii ver, Tirmizi, Tafsir Surat 4:24; Musnad, II, 303, 335, 402. xix Ver, Musslim, Birr, 52; Abu Da'ud, Jana'iz, 1; al- Daylami, al-Musnad, i, 123; al-Hákim, al-Tirmizi, Nawadir al-Ussul, i, 286. xx Bukhári, Mardha, 3, 13, 16; Musslim, Birr, 45; Ibn Mája, Adab, de 56 anos; Dárimi, Riqac, 57; Musnad, i, 381, 441, 455, III, 152. xxi Ver, Bayhaqui, Chu'ab al-Iman, iv, 263; Khatib al- Baghdadi, al-Jami 'li-Akhlaq al-Rawi wa Adab al-Sami, i, 212, 407.
  4. Copa AmericaFrankreichs Fußballverband reicht Beschwerde bei der FIFA wegen rassistischer Gesänge argentinischer Spieler ein Der französische Fußballverband hat eine Beschwerde beim Weltverband FIFA wegen rassistischer Äußerungen argentinischer Nationalspieler angekündigt. 17.07.2024 Abonnieren Link kopieren/teilen Email Der argentinische Nationalspieler Enzo Fernandez. (IMAGO / Icon Sportswire / IMAGO / Rich Graessle / Icon Sportswire) Anlass ist ein Video, das der argentinische Mittelfeldspieler Enzo Fernandez auf Instagram gepostet hatte. Es zeigt argentinische Nationalspieler, die in einem Bus ein abwertendes Lied über französische Spieler afrikanischer Herkunft singen. Das Video entstand nach dem 1:0-Sieg Argentiniens im Finale gegen Kolumbien am Sonntag bei der Copa America – dem südamerikanischen Kontinentalturnier. Der französische Verteidiger Wesley Fofana – ein Mitspieler von Fernandez beim FC Chelsea – postete das Video den Angaben zufolge auf seinen Social-Media-Konten und bezeichnete es als „ungehemmten Rassismus“. Fernandez bat in einem weiteren Beitrag bei Instagram mittlerweile um Entschuldigung. „Schockierende Äußerungen“ Der französische Verband erklärte dazu: „Angesichts der Schwere dieser schockierenden Äußerungen, die den Werten des Sports und den Menschenrechten widersprechen, hat der Präsident des FFF beschlossen, seinen argentinischen Kollegen und die FIFA direkt anzusprechen“. Die FIFA kündigte an, den Fall zu prüfen. „Die FIFA verurteilt jede Form von Diskriminierung durch irgendjemanden, einschließlich Spieler, Fans und Offizielle, aufs Schärfste“, hieß es in einer Mitteilung. Für eine Sanktionierung der Spieler könnte jedoch die südamerikanische Konföderation CONMEBOL zuständig sein. Null-Toleranz-Politik der FIFA Vor dem WM-Finale in Katar zwischen Frankreich und Argentinien vor zwei Jahren hatten bereits einige argentinische Fans die gleichen Gesänge angestimmt. FIFA-Präsident Gianni Infantino hatte erklärt, dass der Fußball und seine 211 nationalen Verbände eine Null-Toleranz-Politik gegenüber Rassismus verfolgen müssten und im Mai die Wiedereinsetzung einer Task Force zur Überwachung solcher Vorfälle zugesagt. Diese Nachricht wurde am 17.07.2024 im Programm Deutschlandfunk gesendet.
  5. Gesänge und Gesten-Was hinter dem Rassismus argentinischer Fussballfans steckt SRF, 15.07.2026 Argentinische Fans sind an der Fussball-WM mehrfach mit rassistischen Gesängen und Gesten aufgefallen. SRF-Südamerika-Korrespondentin Karen Naundorf erklärt, was hinter den rassistischen Vorfällen argentinischer Fussballfans steckt. Wie äussert sich der Rassismus argentinischer Fans? Die offenste Form ist die Gleichsetzung schwarzer Menschen mit Affen oder Tieren. Schwarze Spieler und Fans werden mit Affengesten oder dem Wort «Macaco» beleidigt. Diese Art der Beleidigung richtet sich traditionell besonders gegen Brasilianer. Daneben wird schwarzen Europäern ihre nationale Zugehörigkeit abgesprochen. Es gibt einen argentinischen Fangesang, der etwa behauptet, die schwarzen Spieler Frankreichs seien eigentlich Afrikaner. Auf dritter Ebene treffen im argentinischen Vereinsfussball abwertende Gesänge auch Menschen indigener Herkunft oder aus armen Verhältnissen. Legende:Argentinische Fans sollen zum Beispiel die Anhängerinnen und Anhänger des kapverdischen Teams mit Bierflaschen beworfen und mit rassistischen Sprüchen und Gesängen eingedeckt haben. Von ähnlichen Szenen berichten auch ägyptische Fans. (11.07.2026/Symbolbild)REUTERS/Agustin Marcarian Ist dieser Rassismus auf den Fussball beschränkt? Der Fussball erfindet diesen Rassismus nicht, er macht ihn aber lauter und enthemmter. In Argentinien wird gesellschaftliche Abwertung häufig über Hautfarbe, Herkunft und auch soziale Klasse zugleich ausgedrückt. Begriffe wie «Bolivianer» oder «Paraguayer» können als Schimpfwörter dienen, selbst wenn die betroffene Person gar nicht aus diesen Ländern stammt. Der Fussball greift Vorurteile aus dem Alltag auf und verstärkt sie. Die Erniedrigung des Gegners gehört im argentinischen Fussball fast zur Tradition. Was unterscheidet Argentinien von anderen Ländern Südamerikas? Argentinien unterscheidet sich vor allem durch sein Selbstbild. Die politische und intellektuelle Elite formte Argentinien seit dem 19. Jahrhundert gezielt als weisse und europäisch geprägte Nation. Im 19. Jahrhundert wurde europäische Einwanderung gezielt gefördert, während indigene Gebiete militärisch erobert und schwarze sowie indigene Historie aus Erzählungen verdrängt wurden. Das Land sah sich als modernere und gebildetere Ausnahme des Kontinents. Legende:«Argentinien sah sich lange als europäische Ausnahme auf dem Kontinent: gebildeter, moderner, weisser. Dabei zeigen genetische Studien, dass viele Argentinier sehr wohl indigene und zum Teil auch afrikanische Vorfahren haben», sagt Karen Naundorf. (20.06.2025/Symbolbild)Keystone/EPA EFE/ENRIQUE GARCIA MEDINA Wie werden die Vorfälle in Argentinien aufgenommen? Die Reaktionen sind gespalten. Es gibt Medien, antirassistische Organisationen und auch Fans, die solche Gesänge klar verurteilen. Häufig werden sie aber als Fussballfolklore, Witz oder Provokation ohne rassistische Absicht abgetan. Rassismus wird abstrakt verurteilt, im konkreten Fall jedoch oft relativiert oder totgeschwiegen. Wie reagieren Verband und Nationalmannschaft? Bisher haben sich weder der Verband noch die Nationalmannschaft klar zu den aktuellen Vorfällen geäussert. Schon nach den rassistischen Gesängen der Nationalmannschaft bei der Copa América 2024 entschuldigte sich nur ein Spieler. Ein Regierungsvertreter, der Messi und den Verband zu einer Entschuldigung aufgefordert hatte, wurde danach sogar entlassen.
  6. Aus der Presse: November 2004: Beim Länderspiel England gegen Spanien in Madrid werden die schwarzen Fußballer im Team der Briten um Ashley Cole vom Publikum systematisch ausgebuht und mit Affengeschrei verhöhnt. Vorausgegangen war eine rassistische Aussage des spanischen Trainers Luis Aragonés über den damaligen Stürmer des FC Arsenal, den Franzosen Thierry Henry, aus dem sich ein Streit zwischen der britischen Presse und dem Nationaltrainer entwickelte. Februar 2006: Im Trikot des FC Barcelona wird Stürmer Samuel Eto'o bei Real Saragossa von Zuschauern mit rassistischen Rufen beleidigt. "Ich spiele nicht weiter", sagte er und strebte festen Schritts dem Ausgang entgegen. Nach langer Diskussion ließ sich der Kameruner aber von Mitspielern zum Weitermachen überreden. Januar 2013: Nach 26 Minuten im Testspiel des AC Mailand gegen Pro Patria reichte es Kevin-Prince Boateng. Der gebürtige Berliner, damals Nationalspieler Ghanas, führte sein Team vom Feld, weil er und seine dunkelhäutigen Teamkollegen wiederholt von gegnerischen Fans rassistisch verhöhnt worden waren. "Schon nach fünf Minuten gab es Affengeräusche auf der Tribüne, wenn ich am Ball war", sagte Boateng. Das Spiel wurde abgebrochen. Für die konsequente Reaktion bekamen der Bruder von Jérôme Boateng und sein Team viel Anerkennung. Mai 2013: Beim Duell der AS Rom gegen den AC Mailand beleidigen die Heimfans die dunkelhäutigen Milan-Profis Mario Balotelli und Kevin-Prince Boateng mit rassistischen Sprechchören. Das Spiel wird unterbrochen, über die milde Geldstrafe von 50 000 Euro für die Römer diskutieren Italien und der internationale Fußball danach tagelang. Oktober 2013: Manchester City spielt in der Champions League bei ZSKA Moskau. Wegen rassistischer Rufe von den Rängen beschwert sich City-Kapitän Yaya Touré bei Schiedsrichter Ovidiu Hategan. Weil der Unparteiische das aber nur in seinen Spielbericht aufnimmt, aber nicht mit einem Abbruch der Partie droht, hagelt es Kritik. ZSKA muss im nächsten Heimspiel gegen den FC Bayern München auf einen Teil der Zuschauer verzichten. Oktober 2019: Im englischen FA Cup verlassen Torwart Douglas Pajetat und Teamkollege Coby Rowe nach einer Stunde den Rasen. Die Spieler von Haringey Borough waren zuvor von Fans des Gegners Yeovil Town rassistisch beleidigt worden. Die Partie wird abgebrochen, zehn Tage später gewinnt Yeovil das Wiederholungsspiel. Oktober 2019: Das EM-Qualifikationsspiel Englands gegen Bulgarien wird in der ersten Halbzeit zweimal wegen rassistischer Äußerungen bulgarischer Fans unterbrochen. Der Schiedsrichter warnte über den Stadionsprecher vor dem Abbruch der Partie. Englische Spieler hatten bereits vor der Begegnung gedroht, den Rasen in Sofia bei rassistischen Vorfällen gegen einen Spieler zu verlassen. Das taten sie allerdings nicht und gewannen 6:0. November 2019: Der damals 31 Jahre alte Brasilianer Taison von Schachtjor Donezk wird im Duell mit Dynamo Kiew von Zuschauern beleidigt. Er zeigt den Fans den Mittelfinger und schießt den Ball in Richtung Tribüne. Dafür wurde er mit Rot bestraft und verließ unter Tränen das Spielfeld. Im Anschluss ermittelte die Polizei gegen die Zuschauer. November 2019: Fans von Hellas Verona beleidigen Stürmer Mario Balotelli beim Gastspiel mit Brescia Calcio mehrfach mit Affenlauten und rassistischen Rufen. In der 54. Minute stoppt Balotelli während eines Angriffs den Ball, nimmt ihn in die Hände und schießt ihn in Richtung eines Fanblocks der Gastgeber. Anschließend will er den Platz verlassen, Mitspieler und Gegner überreden ihn aber, weiterzuspielen. Februar 2020: Nach den Beleidigungen und Affenlauten gegen FC-Porto-Profi Moussa Marega meldete sich sogar der portugiesische Ministerpräsident António Costa zu Wort. Marega verließ im Februar wenige Minuten nach seinem Siegtor zum 2:1 (60. Minute) gegen Vitoria Guimarães wütend das Spielfeld, weil Fans ihn beleidigt und Affengeräusche gemacht hatten. Der Fußball-Nationalspieler aus Mali ließ sich weder von seinen Teamkollegen noch von Trainer Sérgio Conceição oder Profis des Gegners von seinem Vorhaben abbringen - die später dafür kritisiert wurden, sich nicht angeschlossen zu haben. Februar 2020: Im DFB-Pokalspiel des FC Schalke 04 gegen Hertha BSC beleidigen Schalke-Fans Hertha-Profi Jordan Torunarigha mit Affenlauten. Die Polizei nahm Ermittlungen auf. Der 22 Jahre alte Torunarigha selbst stellte eine Strafanzeige gegen Unbekannt. Schalke bekommt eine Geldstrafe von 50 000 Euro. November 2020: Youssoufa Moukoko wird im A-Jugend-Duell zwischen Borussia Dortmund und dem FC Schalke 04 massiv beschimpft und rassistisch beleidigt. Schalke bekommt eine Geldstrafe und muss die Anzahl der Ordner für Junioren-Spiele gegen Dortmund erhöhen. Dezember 2020: Das Champions-League-Spiel zwischen PSG und Basaksehir wurde wegen einer als rassistisch aufgefassten Äußerung des Vierten Offiziellen abgebrochen worden. Der Assistenztrainer der Gäste, der frühere kamerunische Nationalspieler Pierre Webó, hatte in der ersten Halbzeit die Rote Karte gesehen, dabei soll es zu einer rassistischen Beleidigung durch den Vierten Offiziellen gekommen sein. Sebastian Coltescu wurde vorgeworfen, eine rassistische Formulierung für Schwarze benutzt zu haben. Der Ausdruck "ala negru" war im leeren Prinzenpark-Stadion während der TV-Übertragung deutlich zu hören. Coltescu beschrieb Webó also mittels seiner Hautfarbe und nannte ihn nicht etwa bei seinem Namen oder seiner Funktion als Assistenztrainer. Dezember 2021: Das Auswärtsspiel des VfL Osnabrück beim MSV Duisburg wurde beim Stand von 0:0 abgebrochen. Mehrere Spieler wurden von den Zuschauern rassistisch mit Affenlauten beleidigt.
  7. Früher
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  9. Gewalt, Brutalität und Kapitalismus in alten Märchen Wer heute alte Märchen liest, ist häufig überrascht oder sogar schockiert. Kinder werden ausgesetzt, Menschen getötet, Körper verstümmelt und Reichtum erscheint oft als Voraussetzung für ein glückliches Leben. Schnell entsteht der Eindruck, die Geschichten der Brüder Grimm oder von Hans Christian Andersen seien grausam, unmoralisch oder pädagogisch problematisch. Doch eine solche Bewertung birgt einen grundlegenden soziologischen Fehler. Vergangene Gesellschaften dürfen nicht ausschließlich mit den moralischen Maßstäben der Gegenwart beurteilt werden. Jedes Werk muss im Zusammenhang und im Kontext mit der Zeit betrachtet werden muss, in der es entstanden ist. Die meisten Märchen der Brüder Grimm sowie die Geschichten Hans Christian Andersens stammen aus dem 19. Jahrhundert. Damals herrschten andere Vorstellungen von Gewalt, Erziehung, Familie und sozialem Zusammenleben. Hunger, Krankheit und eine hohe Kindersterblichkeit prägten den Alltag vieler Menschen. Auch die Grenzen dessen, was als akzeptabel oder schockierend galt, unterschieden sich deutlich von den heutigen Vorstellungen. Märchen als Spiegel ihrer Zeit Märchen waren ursprünglich keine harmlosen Gute-Nacht-Geschichten für Kinder. Sie wurden über Generationen hinweg mündlich weitergegeben und dienten dazu, Ängste, Hoffnungen und gesellschaftliche Normen auszudrücken. Viele Erzählungen entstanden in einer Zeit wirtschaftlicher Unsicherheit, großer sozialer Ungleichheit und harter Lebensbedingungen. Gewalt gehörte zum Alltag, und körperliche Strafen waren in der Erziehung weit verbreitet. Deshalb ist es problematisch, die Märchen allein mit heutigen pädagogischen Maßstäben zu bewerten. Wer das tut, übersieht, dass die Geschichten vor allem Ausdruck des damaligen Zeitgeistes sind. Die nachfolgend behandelten Märchen entstammen, mit Ausnahme von “Die Prinzessin auf der Erbse“, der Märchensammlung der Brüder Grimm. “Die Prinzessin auf der Erbse“ wurde hingegen von Hans Christian Andersen veröffentlicht. Der Froschkönig: Versprechen und gesellschaftliche Grenzen Im Märchen “Der Froschkönig“ hält die Königstochter ihr Versprechen gegenüber dem Frosch zunächst nicht ein. Schließlich wirft sie ihn voller Wut gegen die Wand. Erst nachdem sich der Frosch in einen Prinzen verwandelt hat, akzeptiert sie ihn als Menschen (Schuld, 2019, S. 5–7). Aus heutiger Sicht wirkt dieses Verhalten grausam und widersprüchlich. Gleichzeitig zeigt das Märchen die damalige Bedeutung sozialer Ordnung und äußerer Erscheinung. Solange der Prinz als Frosch erscheint, bleibt er ausgeschlossen. Erst seine Verwandlung ermöglicht Anerkennung und gesellschaftliche Akzeptanz. Hänsel und Gretel: Hunger, Gewalt und ökonomisches Denken Besonders deutlich wird der historische Hintergrund in “Hänsel und Gretel“ (Schuld, 2019, S. 8–11). Die Stiefmutter entscheidet aus egoistischen, kapitalistischen und wirtschaftlichen Gründen, die Kinder im Wald auszusetzen. Ihre Überlegung ist erschreckend einfach: Zwei Menschen weniger bedeuten weniger Münder, die gestopft werden müssen. Hier zeigt sich ein Denken, das man heute als egoistisch und kapitalistisch bezeichnen könnte. In Zeiten von Armut und Hungersnöten wurde das Überleben der Familie häufig zur zentralen Frage. Gleichzeitig begegnen die Kinder einer Hexe, die sie mästen und anschließend verspeisen möchte. Der Kannibalismus verstärkt die düstere Atmosphäre des Märchens. Bemerkenswert ist auch das Ende der Geschichte: Erst nachdem Hänsel und Gretel eine Kiste voller Perlen und Edelsteine gefunden haben, scheint ihr Leben glücklich zu werden. Wohlstand wird zur Voraussetzung für Sicherheit und Zufriedenheit. Das Märchen vermittelt damit indirekt die Botschaft, dass Reichtum soziale Probleme lösen könne. Dornröschen: Ausgrenzung mit tödlichen Folgen Bereits am Anfang von “Dornröschen“ (Schuld, 2019, S. 12–15) entsteht die Katastrophe durch soziale Ausgrenzung. Von dreizehn Feen werden nur zwölf zum Fest eingeladen, weil lediglich zwölf goldene Teller vorhanden sind. Die ausgeschlossene Fee reagiert mit einem Fluch. Das Märchen verdeutlicht, wie empfindlich gesellschaftliche Beziehungen und Hierarchien im 19. Jahrhundert wahrgenommen wurden. Anerkennung und Zugehörigkeit waren von großer Bedeutung. Wer ausgeschlossen wurde, konnte zur Gefahr werden. Der Wolf und die sieben Geißlein: Brutalität als Gerechtigkeit Im Märchen “Der Wolf und die sieben Geißlein“ (Schuld, 2019, S. 16–21) verschlingt der Wolf die jungen Geißlein. Am Ende wird ihm der Bauch aufgeschnitten, um die Kinder zu retten. Aus heutiger Perspektive erscheint diese Szene äußerst brutal. Dennoch entsprach eine solche Darstellung dem damaligen Verständnis von Gerechtigkeit. Böse Figuren wurden nicht nur bestraft, sondern oft körperlich vernichtet. Die Vorstellung, dass das Gute über das Böse triumphieren müsse, wurde mit drastischen Bildern vermittelt. Schneewittchen: Gewalt gegen Kinder “Schneewittchen“ (Schuld, 2019, S. 22–29) enthält zahlreiche Gewaltszenen. Die Königin befiehlt einem Jäger, das Mädchen in den Wald zu bringen und zu töten. Später versucht sie selbst mehrfach, Schneewittchen umzubringen. Einmal schnürt sie ihr Kleid so eng, dass sie beinahe erstickt, anschließend vergiftet sie sie mehrfach. Auch die Bestrafung der Königin am Ende ist grausam: Sie muss so lange tanzen, bis sie tot zusammenbricht. Das Märchen folgt damit einer Logik, in der Schuld und Strafe unmittelbar miteinander verbunden sind. Milde oder Resozialisierung spielen keine Rolle. Rotkäppchen: Gewalt als Rettung Ähnlich verhält es sich in “Rotkäppchen“ (Schuld, 2019, S. 30–32). Der Wolf verschlingt die Großmutter und das Mädchen, bevor ein Jäger eingreift und dem Tier den Bauch aufschneidet. Die drastische Rettungsaktion zeigt erneut, dass körperliche Gewalt im Märchen nicht nur der Abschreckung dient, sondern auch als legitimes Mittel erscheint, um Ordnung wiederherzustellen. Die Prinzessin auf der Erbse: Adel und soziale Unterschiede Hans Christian Andersens “Die Prinzessin auf der Erbse“ (Schuld, 2019, S. 38–39) enthält zwar weniger Gewalt, offenbart jedoch die damaligen Vorstellungen von sozialer Ungleichheit. Eine wahre Prinzessin erkennt man daran, dass sie eine kleine Erbse selbst unter zahlreichen Matratzen spürt. Die Geschichte vermittelt damit die Idee, dass adelige Menschen besondere feinfühlige Eigenschaften besitzen und sich grundlegend von gewöhnlichen Menschen unterscheiden. Gesellschaftliche Unterschiede erscheinen als selbstverständlich und naturgegeben. Aschenputtel: Schönheit und sozialer Aufstieg Auch “Aschenputtel“ (Schuld, 2019, S. 40–47) spiegelt die Wertvorstellungen seiner Zeit wider. Erst durch prächtige Kleider aus Gold und Silber wird die junge Frau für den Prinzen sichtbar und begehrenswert. Schönheit, Reichtum und gesellschaftliches Ansehen sind eng miteinander verknüpft. Das Märchen vermittelt die Botschaft, dass sozialer Aufstieg vor allem über äußere Erscheinung und materiellen Wohlstand gelingt. Rumpelstilzchen: Zwangsarbeit und Abhängigkeit In “Rumpelstilzchen“ (Schuld, 2019, S. 54–57) wird die Müllerstochter gezwungen, Stroh zu Gold zu spinnen. Schafft sie dies nicht, droht ihr der Tod. Sie wird eingesperrt und unter enormen Druck gesetzt. Aus heutiger Sicht erinnert diese Situation an Zwangsarbeit und Ausbeutung. Besonders bemerkenswert ist, dass die junge Frau am Ende den König heiratet, der sie zuvor unter diese unmenschlichen Bedingungen gestellt hatte. Machtverhältnisse und Unterordnung erscheinen im Märchen selbstverständlich. Märchen zwischen Vergangenheit und Gegenwart Die Gewalt und die wirtschaftlichen Motive in alten Märchen dürfen nicht isoliert betrachtet werden. Sie sind Ausdruck einer Zeit, in der Armut, soziale Ungleichheit und körperliche Strafen zum Alltag gehörten. Wer diese Geschichten ausschließlich mit heutigen moralischen Vorstellungen beurteilt, begeht einen soziologischen Fehler. Das bedeutet jedoch nicht, dass Märchen unkritisch gelesen werden sollten. Vielmehr eröffnet eine historische Perspektive die Möglichkeit, gesellschaftliche Veränderungen besser zu verstehen. Märchen erzählen nicht nur fantastische Geschichten, sondern geben zugleich Einblicke in die Ängste, Werte und Lebensbedingungen vergangener Generationen. Gerade deshalb sind sie bis heute faszinierend. Sie zeigen, wie sehr sich Vorstellungen von Gewalt, Erziehung, Gerechtigkeit und Wohlstand im Laufe der Zeit verändert haben und wie wichtig es ist, den jeweiligen Zeitgeist zu berücksichtigen. Dr. Cemil Şahinöz Literatur Schuld K. M.: Es war einmal. Mein erstes großes Märchenbuch. Coppenrath: Münster, 2019
  10. Bosna: Avrupa’nın Ortasında Bir Soykırım 1990’lı yılların ortasında, Avrupa’nın tam kalbinde insanlık tarihinin en karanlık sayfalarından biri yazıldı. Bosna-Hersek’te yaşanan savaş hem bir toprak mücadelesiydi, hem de kimliklerin hedef alındığı, insanların yalnızca kim oldukları ve neye inandıkları için öldürüldüğü bir trajediydi. Özellikle 1995 yılında Srebrenitsa’da yaşananlar, modern Avrupa tarihinin en büyük katliamlarından biri olarak hafızalara kazındı. On binlerce Bosnalı Müslüman sistematik şekilde öldürüldü, yüz binlercesi evlerinden sürüldü, kadınlar ve çocuklar korkunç acılar yaşadı. Bu olay, uluslararası mahkemeler tarafından açıkça soykırım olarak tanımlandı. Avrupa’da, Birleşmiş Milletler’in gözü önünde bir halk yok edilmeye çalışıldı. Dünyanın Gözü Önünde Yaşanan Felaket Bosna savaşı sırasında dünya kamuoyu uzun süre bu trajediye yalnızca seyirci kaldı. Televizyon ekranlarında toplama kamplarını andıran görüntüler, kuşatma altındaki şehirler ve açlık çeken insanlar görülüyordu. Buna rağmen uluslararası toplumun müdahalesi yetersiz kaldı. Saraybosna yıllarca kuşatma altında kaldı. İnsanlar suya, ekmeğe ve ilaca ulaşmak için keskin nişancıların hedefi olma riskini göze alıyordu. Avrupa’nın ortasında insanlar yalnız bırakılmıştı. Bu durum, uluslararası siyasetin ahlaki sorumluluğu konusunda hâlâ tartışılan büyük bir utanç olarak hatırlanıyor. Srebrenitsa ve Sessiz Kalan Mavi Bereliler Srebrenitsa, Birleşmiş Milletler tarafından “güvenli bölge” ilan edilmişti. Bölgede Hollandalı BM barış gücü askerleri bulunuyordu. Ancak Temmuz 1995’te Sırp birlikleri şehre girdiğinde, bu güvenli bölge kağıt üzerinde kaldı. Binlerce Bosnalı erkek ve genç çocuk, Hollandalı BM askerlerinin bulunduğu üslerin yakınında koruma umuduyla bekliyordu. Fakat beklenen koruma gelmedi. İnsanlar Sırp güçlerine teslim edildi ve kısa süre içinde sistematik şekilde katledildi. Yaklaşık 8.000’den fazla Bosnalı Müslüman erkek ve çocuk öldürüldü. Bugün Srebrenitsa, uluslararası sistemin başarısızlığının ve dünyanın sessizliğinin sembolü olarak anılıyor. Kimliklerinden Dolayı Hedef Alınan İnsanlar Bosna savaşında öldürülen insanların büyük kısmı yalnızca Müslüman kimliği nedeniyle hedef alındı. Birçok Bosnalı, savaş öncesinde dinî hayatı çok güçlü yaşamayan, daha seküler bir hayat süren insanlardı. Ancak savaş sırasında saldırganların gözünde tek bir kimlik vardı. Müslüman olmak. Bu gerçek, savaş sonrasında birçok Bosnalı için derin bir sorgulama sürecine yol açtı. Pek çok Bosnalı şu cümleyi kuruyor: “Biz belki inancımızı güçlü yaşamıyorduk. Fakat yine de yalnızca Müslüman olduğumuz için öldürüldük. Bu savaş bize Müslüman olduğumuzu hatırlattı.“ Acının İçindeki Hikmet Dolayısıyla Bosna’da yaşanan trajedi, aynı zamanda birçok insan için kimliğini yeniden hatırlama süreci oldu. Savaşın ardından Bosna’da dinî bilinçte belirgin bir canlanma görüldü. İnsanlar yaşadıkları felaketin ardından inançlarına daha sıkı sarıldıklarını dile getirdi. Kur’an’da bu gerçeğe işaret eden anlamlı bir ayet vardır: “Sizin hayır sandığınız şeyde şer, şer sandığınız şeyde hayır vardır. Allah bilir, siz bilmezsiniz” (Kur´an, 2:216). Birçok Bosnalı için bu ayet yaşadıkları tecrübeyi anlatan derin bir anlam taşıyor. Büyük acılar yaşandı, kayıplar verildi. Ancak aynı zamanda toplum içinde kimlik, dayanışma ve inanç konusunda yeni bir uyanış da meydana geldi. Unutulmaması Gereken Bir Ders Bosna’da yaşanan soykırım yalnızca Bosnalıların değil, tüm insanlığın hafızasında kalması gereken bir olaydır. Çünkü bu trajedi, modern dünyanın ortasında, uluslararası kurumların gözü önünde gerçekleşti. Srebrenitsa’nın mezar taşları bugün sadece geçmişi değil, aynı zamanda bir uyarıyı temsil ediyor. İnsanlık, nefretin ve kimlik temelli düşmanlığın nelere yol açabileceğini asla unutmamalıdır. Bosna’nın hikâyesi bize şu gerçeği de hatırlatıyor. Adalet geciktiğinde acı büyür. Sessizlik ise çoğu zaman zulmün en güçlü destekçisi olur. Bosna-Hersek Cumhuriyeti Cumhurbaşkanı Aliya İzzetbegoviç´in dediği gibi: “Her şey bittiğinde hatırlayacağımız düşmanlarımızın sözleri değil, dostlarımızın sessizliği olacaktır.” Dr. Cemil Şahinöz, Öztürk Gazetesi, Temmuz 2026
  11. Avrupalı Müslümanlar. Kimlik, Aidiyet ve Avrupa´nın geleceği Avrupalı MüslümanlarKimlik, Aidiyet ve Avrupa´nın geleceği Bu eser, Avrupa’daki Müslümanların tarihsel serüvenini, kimlik arayışlarını, aidiyet duygularını ve karşılaştıkları toplumsal meydan okumaları sosyolojik bir perspektifle ele almaktadır. Avrupa’da İslam’ın geçmişinden günümüze uzanan süreç, İslamofobya, medya, göç, entegrasyon, eğitim, dini hayat, gençlik, cemaatler ve Avrupa toplumlarının dönüşümü gibi pek çok konu bilimsel bir bakış açısıyla incelenmektedir. Kitap, sadece Müslümanların Avrupa’daki durumunu anlatmakla kalmıyor, aynı zamanda Avrupa’nın kendisini nasıl yeniden tanımladığını da sorguluyor. Çünkü Avrupa’nın İslam’a bakışı, bir yönüyle kendi kimlik arayışının da aynasıdır. Dr. Cemil Şahinöz, sosyolog, aile psikoloğu, üniversitede öğretim üyesi ve yazar. Avrupa’daki Müslüman topluluklar, göç, entegrasyon, din sosyolojisi ve kimlik meseleleri üzerine uzun yıllardır araştırmalar yapmakta, yazılar kaleme almakta ve konferanslar vermektedir. Bu eser, sahadaki gözlemleri ile akademik birikiminin birleşiminden doğmuştur. Sipariş için: https://www.kitapyurdu.com/kitap/avrupali-muslumanlar-kimlik-aidiyet-ve-avrupanin-gelecegi/759918.html
  12. Fortbildungsreihe für Lehrkräfte des islamischen Religionsunterrichts gestartet Fortbildungsreihe für Lehrkräfte des islamischen Religionsunterrichts gestartet Die erste Online-Fortbildung im Rahmen einer monatlich geplanten Weiterbildungsreihe für Lehrkräfte des islamischen Religionsunterrichts fand am 14. Dezember 2025 erfolgreich statt. Referent war der Soziologe und Psychologe Dr. Cemil Şahinöz mit seinem Vortrag „Islam im Spiegel der Moderne“. Mit 53 engagierten Teilnehmenden war das Programm sowohl inhaltlich als auch hinsichtlich des Interesses ein voller Erfolg. Ziel der Reihe ist es, die fachliche und pädagogische Kompetenz der Lehrkräfte unter Berücksichtigung aktueller gesellschaftlicher Entwicklungen zu stärken. Im Januar 2026 wird die Fortbildungsreihe mit Beiträgen von Prof. Dr. Constantin Wagner und der Promovendin, Empowerment-Trainerin und Autorin Rümeysa Şenel fortgesetzt. Die Veranstaltungsreihe soll einen nachhaltigen Beitrag zur Professionalisierung im islamischen Religionsunterricht leisten. Ilm https://ilm-academicians.org/de/post/advanced-training-program-for-islamic-religious-education-teachers-launched#
  13. (05.07.2026) Virtuelle Legitimität und ihre gefährliche Dynamik Virtuelle Legitimität und ihre gefährliche Dynamik Die digitale Welt hat eine neue Form der sozialen Realität hervorgebracht, die nicht nur Räume der Kommunikation, sondern auch Räume der Radikalisierung eröffnet. Junge Menschen, die in dieser Welt aufwachsen, bewegen sich in einer Umgebung, in der reale Grenzen verschwimmen und in der moralische Maßstäbe durch digitale Mechanismen ersetzt oder verzerrt werden. Was in der physischen Gesellschaft eindeutig als Unrecht oder Verbrechen gilt, erscheint in virtuellen Räumen oft als legitim, gerechtfertigt oder sogar notwendig. Dieses Phänomen kann als “virtuelle Legitimität“ bezeichnet werden, ein Konstrukt, das Menschen in eine Haltung versetzt, Taten zu begehen, die sie im realen Leben niemals in Erwägung gezogen hätten. Die Rolle der sozialen Bubble Eine entscheidende Rolle spielt dabei die Bildung von sozialen Bubbles. Diese entstehen durch algorithmisch gesteuerte Kommunikationsräume, in denen Nutzerinnen und Nutzer zunehmend nur noch mit Gleichgesinnten konfrontiert werden. Abweichende Meinungen oder kritische Stimmen werden ausgeblendet, sodass eine verzerrte Wahrnehmung der Realität entsteht. Innerhalb dieser Bubbles wird das eigene Denken ständig bestätigt, wodurch sich ein Gefühl der Stärke und der moralischen Überlegenheit entwickelt. Soziale Kontrolle, die in physischen Gemeinschaften durch Familie, Nachbarschaft oder religiöse Institutionen wirkt, wird ausgehebelt. An ihre Stelle tritt eine künstliche Bestätigungskultur, die sogar Verbrechen in ein vermeintlich positives Licht rückt. Was als Anschlag, Mord oder schweres Unrecht gilt, erscheint innerhalb dieser Bubbles als heroischer Akt, als Beitrag zur Verteidigung einer Sache oder als gerechte Strafe. Algorithmen als Katalysator Digitale Algorithmen verstärken diesen Effekt. Sie sind so programmiert, dass sie die Aufmerksamkeit der Nutzer möglichst lange fesseln. Dies geschieht durch die ständige Zufuhr von Inhalten, die zu bisherigen Vorlieben und Interaktionen passen. Was ursprünglich als harmlose Unterhaltung beginnt, verwandelt sich durch die Logik der Algorithmen in eine Spirale der Radikalisierung. Inhalte, die extremer, aggressiver oder polarisierender sind, haben eine höhere Chance, sichtbar zu werden, da sie mehr Aufmerksamkeit erzeugen. Auf diese Weise werden soziale Bubbles nicht nur stabilisiert, sondern regelrecht angeheizt. Die Algorithmen fungieren als unsichtbare Motoren, die aus losem Interesse feste Überzeugungen und schließlich potenziell kriminelle Handlungsbereitschaft erzeugen. Soziologische Perspektive Aus soziologischer Sicht lässt sich dieses Phänomen als Auflösung traditioneller sozialer Kontrollmechanismen verstehen. Während in klassischen Gesellschaften Normen durch unmittelbare soziale Nähe überwacht wurden, ist die virtuelle Welt geprägt von Anonymität und Distanz. Normverletzungen werden dort nicht durch reale Sanktionen geahndet, sondern häufig durch Zustimmung belohnt. Der junge Mensch erfährt nicht Scham oder Schuld, sondern Anerkennung und Bestätigung. Damit wird die Schwelle zur Normüberschreitung herabgesetzt. Was im realen Umfeld eine sozial geächtete Handlung wäre, wird in der Bubble zur Quelle von Stolz und Zugehörigkeit. Islamische Perspektive Aus islamischer Sicht ist diese Entwicklung besonders problematisch, weil der Glaube stets auf eine Balance zwischen individueller Verantwortung und gemeinschaftlicher Kontrolle setzt. Der Koran warnt davor, der eigenen Neigung blind zu folgen und sich von falschen Gemeinschaften in die Irre führen zu lassen. Der Prophet Muhammed betonte, dass der Mensch der Religion seiner Freunde folgt, und mahnte, sorgfältig zu wählen, mit wem man sich umgibt: „Der Mensch folgt in seiner Religion (seiner Frömmigkeit) derjenigen seines Freundes. Deshalb sollte er darauf achten, mit wem er Freundschaft schließt” (Bukhari, Adab, 96; Müslim, Birr, 165; Tirmidhi, Zuhd, 50, Daawat, 98). Virtuelle Bubbles durchbrechen genau diese Schutzmechanismen. Sie ersetzen die Umma, die Gemeinschaft der Gläubigen, durch eine künstliche Gruppe, die nicht auf Wahrheit und Gerechtigkeit, sondern auf algorithmisch gesteuerten Bestätigungsmechanismen beruht. Dadurch wird das Herz verführt, und die Seele empfindet Sünden nicht mehr als schwerwiegend, sondern als legitim. Verantwortung und Prävention Die Verantwortung liegt nicht allein bei den Jugendlichen, sondern auch bei den Eltern, den Bildungseinrichtungen, den religiösen Gemeinschaften und den Gesellschaften insgesamt. Islamisch betrachtet ist jeder Mensch für seine Handlungen verantwortlich, doch auch das soziale Umfeld trägt eine Mitverantwortung. Junge Menschen müssen befähigt werden, digitale Inhalte kritisch zu hinterfragen und zwischen wahrer und künstlicher Legitimität zu unterscheiden. Gleichzeitig braucht es Strukturen, die virtuelle Räume nicht zu Brutstätten der Radikalisierung werden lassen. Ohne diese Maßnahmen bleibt die virtuelle Legitimität ein Katalysator, der Menschen in zerstörerische Bahnen lenkt und den inneren moralischen Kompass schwächt. Dr. Cemil Şahinöz, Islamische Zeitung, Juli 2026 https://islamische-zeitung.de/legitimitaet-radikalisierung-soziale-medien/ Literatur: Bukhari: Sahih Bukhari. Çağrı Yayınları: Istanbul, 1992 Müslim: Sahih-i Müslim. İrfan Yayınevi: İstanbul, 2014 Tirmidhi: Sünenü’t-Tirmidhi. Çağrı Yayınlar: Istanbul, 1981
  14. Erinnerungskultur schützt nicht vor Wiederholungen. „Nie wieder“ muss Mechanismen erkennen Das Forum für Komparative Theologie an der Universität Paderborn organisiert regelmäßig das Format “Paderborner Gespräche“. Thema der letzten Veranstaltung war “Erinnerung suchen - Verletzlichkeit tragen“. Die Organisatoren und Moderatoren des Abends Mohammed Abdelrahem, Yael Attia und Katja Grashöfer kamen mit den Referenten Ella Ponizovsky Bergelson, Martina Aras und Cemil Sahinöz ins Gespräch. Gemeinsam mit den Zuhörern, u.a. der muslimischen Hochschulgruppe DMMK, entwickelten sich daraus spannende Dialoge zum Umgang mit der Erinnerungskultur. Meine eigenen Thesen möchte ich hier kurz wiedergeben. Geschichte wiederholt sich? Der große muslimische Gelehrte und der Begründer der Soziologe Ibn Khaldun schrieb einst den Satz: „Die Geschichte wiederholt sich.“ Dieser Satz klingt zunächst pessimistisch. Doch er beschreibt eine historische Realität, die Gesellschaften immer wieder verdrängen. Menschen glauben häufig, dass historische Katastrophen einzigartige Ausnahmen gewesen seien. Dabei ähneln sich die gesellschaftlichen Mechanismen oft erschreckend stark. Ausgrenzung beginnt selten plötzlich. Sie wächst langsam, normalisiert sich schrittweise und tarnt sich fast immer als etwas Vernünftiges, Notwendiges oder Gesellschaftsschützendes. Deutschland verfügt zweifellos über eine ausgeprägte Erinnerungskultur. Gedenkstätten, Bildungsprogramme, Schulunterricht und öffentliche Rituale sind Ausdruck eines ernsthaften historischen Verantwortungsbewusstseins. Doch die entscheidende Frage lautet nicht, ob erinnert wird. Die entscheidende Frage lautet, ob die Gesellschaft die Mechanismen erkennt, die damals wirkten und heute erneut entstehen können. Denn „Nie wieder“ bedeutet nicht nur, historische Ereignisse emotional zu erinnern. Es bedeutet auch zu analysieren, welche gesellschaftlichen, politischen und psychologischen Mechanismen überhaupt dazu geführt haben, dass solche Entwicklungen entstehen konnten. Nur wer Ursachen erkennt, kann Wiederholungen vorbeugen. Erinnerungskultur darf sich deshalb nicht nur auf das Gedenken konzentrieren, sondern muss auch Frühwarnsystem gesellschaftlicher Entwicklungen sein. Erinnerung wird oft museal statt gesellschaftlich verstanden Viele Formen der Erinnerungskultur konzentrieren sich stark auf die Vergangenheit als abgeschlossene historische Epoche. Genau darin liegt jedoch eine Gefahr. Erinnerung darf nicht nur rückwärtsgewandt sein. Sie muss gegenwartsfähig bleiben. Wenn Erinnerung nur noch aus ritualisierten Formeln besteht, verliert sie ihre gesellschaftliche Schutzfunktion. „Nie wieder“ wird dann zu einem moralischen Symbolsatz, der zwar oft ausgesprochen wird, aber im Alltag kaum praktische Konsequenzen entfaltet. Man erinnert sich an historische Verbrechen, erkennt jedoch ähnliche Dynamiken, Strukturen und Mechanismen in der Gegenwart nicht rechtzeitig. Daher ist es wichtig, eine moralische Brück zur Gegenwart zu bauen. Denn Diskriminierung beginnt nicht erst mit Gewalt. Sie beginnt mit Sprache, mit Pauschalisierungen, mit ständiger Verdächtigung, mit medialen Bildern, die bestimmte Gruppen immer wieder mit Problemen, Gefahr oder gesellschaftlicher Belastung verbinden. Sie beginnt dort, wo Menschen nicht mehr als Individuen wahrgenommen werden, sondern nur noch als Vertreter einer vermeintlich problematischen Gruppe. Vor allem wenn man der Diskriminierung gegenüber gleichgültig ist oder sie als normal empfindet, verbreitet sie sich rasant. Besonders problematisch ist dabei, dass Diskriminierung im Alltag häufig unsichtbar bleibt. Sie zeigt sich oft nicht offen, sondern versteckt sich hinter Witzen, beiläufigen Bemerkungen oder scheinbar harmlosen Sprüchen. Auch institutioneller Rassismus bleibt für viele unsichtbar, weil Betroffene die Benachteiligung häufig alleine erleben. Bei der Wohnungssuche, auf dem Arbeitsmarkt oder im Kontakt mit Behörden erleben Menschen Ausgrenzung oftmals subtil und ohne Zeugen. Gerade weil viele diese Mechanismen nicht unmittelbar sehen, muss Diskriminierung umso deutlicher sichtbar gemacht und benannt werden. Ausgrenzung beginnt mit gesellschaftlicher Gewöhnung Daher radikalisieren sich Gesellschaften selten abrupt. Viel häufiger gewöhnen sie sich Schritt für Schritt an neue Formen der Abwertung. Darin liegt die eigentliche Gefahr. Wenn Menschen aufgrund ihres Namens schlechtere Chancen auf dem Wohnungsmarkt haben, wenn religiöse Symbole automatisch Misstrauen erzeugen oder wenn ganze Bevölkerungsgruppen unter Generalverdacht geraten, dann entstehen gesellschaftliche Muster, die ernst genommen werden müssen. Viele Betroffene berichten nicht von einzelnen spektakulären Ereignissen, sondern von einer dauerhaften Atmosphäre subtiler Abwertung, wie z.B. von Blicken, Bemerkungen oder von der ständigen Erwartung, sich erklären oder distanzieren zu müssen. Solche Erfahrungen mögen für Außenstehende klein wirken. In ihrer dauerhaften Wiederholung entfalten sie jedoch eine enorme psychologische Wirkung. Besonders problematisch ist dabei die gesellschaftliche Tendenz zur Relativierung. Menschen hören häufig Sätze wie: „Das war bestimmt nicht so gemeint“ oder „Du bist zu empfindlich“. Dadurch entsteht eine zweite Verletzung. Nicht nur die Diskriminierung selbst belastet die Betroffenen, sondern auch die Erfahrung, mit ihrem Schmerz nicht ernst genommen zu werden. Betroffene sind dann doppelt belastet, da sie nicht wissen, wohin sie mit ihrem Problem hingehen können. Viele Betroffene erleben zusätzlich ein tiefes Gefühl der Ohnmacht. Sie haben das Gefühl, dass sie sich gegen bestimmte gesellschaftliche Strukturen kaum wehren können. Deshalb ist es wichtig, Menschen nicht nur zuzuhören, sondern ihnen auch Handlungsmöglichkeiten aufzuzeigen. Dazu gehört, Grenzen setzen zu dürfen, Unterstützung zu suchen und das eigene Erleben ernst zu nehmen, statt sich selbst ständig infrage zu stellen. Ab wann Diskriminierung? Dabei darf niemals vergessen werden, dass die Wahrnehmung der Betroffenen entscheidend ist. Viel zu oft wird versucht, Diskriminierung ausschließlich aus der Perspektive derjenigen zu bewerten, die sie verursacht haben. Doch entscheidend ist auch, wie Aussagen und Handlungen beim Gegenüber ankommen. Der islamische Gelehrte Mevlana Rumi formulierte es treffend: „Es kommt nicht darauf an, was du sagst, sondern was dein Gegenüber davon versteht.“ Viele Betroffene beginnen irgendwann an sich selbst zu zweifeln und fragen sich: „Bin ich zu empfindlich?“ Genau dieses Schuldgefühl verstärkt die psychische Belastung zusätzlich. Wer bestimmt also, ab wann eine Handlung, ein Spruch Diskriminierung war? Hier zählt ganz klar das Gefühl des Betroffen. Ob eine Erfahrung als diskriminierend empfunden wird, kann deshalb nicht ausschließlich von der Absicht der handelnden Person abhängig gemacht werden. Natürlich gibt es Situationen, in denen Menschen keine bewusste Diskriminierungsabsicht hatten. Dennoch kann eine Aussage oder Handlung verletzend wirken und bei Betroffenen das Gefühl erzeugen, abgewertet oder ausgeschlossen zu werden. Deshalb muss das Empfinden der Betroffenen ernst genommen werden. Eine Gesellschaft, die Diskriminierung wirksam bekämpfen möchte, darf sich nicht nur fragen, was gemeint war, sondern auch, was tatsächlich ausgelöst wurde. Erinnerung darf keine Hierarchie des Leids schaffen Eine demokratische Gesellschaft muss in der Lage sein, verschiedene Formen von Diskriminierung gleichzeitig ernst zu nehmen. Antisemitismus muss kompromisslos bekämpft werden. Gleichzeitig darf die Gesellschaft nicht blind für antimuslimischen Rassismus, antischwarzen Rassismus oder andere Formen der Ausgrenzung werden. Erinnerungskultur verliert ihre Glaubwürdigkeit, wenn sie historische Sensibilität nur selektiv anwendet. Wer aus der Geschichte lernen möchte, darf nicht nur auf vergangene Opfer schauen, sondern muss auch aktuelle Mechanismen der Entmenschlichung erkennen. Dabei geht es nicht um Gleichsetzungen historischer Verbrechen. Geschichte wiederholt sich niemals identisch. Aber gesellschaftliche Dynamiken ähneln sich oft erstaunlich stark. Deshalb bleibt der Satz von Ibn Khaldun so aktuell. Eine demokratische Gesellschaft muss früh reagieren Das eigentliche Problem vieler Gesellschaften besteht darin, dass sie Gefahren erst erkennen, wenn sie bereits eskaliert sind. Doch demokratische Verantwortung beginnt viel früher. Sie beginnt dort, wo Menschen systematisch ausgeschlossen werden, wo Vorurteile politisch normalisiert werden oder wo Minderheiten nur noch als Sicherheitsfrage oder kulturelles Problem diskutiert werden. Eine funktionierende Erinnerungskultur müsste deshalb viel stärker präventiv wirken. Sie müsste Menschen befähigen, Mechanismen frühzeitig zu erkennen. Nicht erst Gewalt, sondern bereits ihre gesellschaftlichen Vorstufen. Räume des Zuhörens Gerade deshalb braucht es Räume des Zuhörens. In Therapie, Beratung und Seelsorge ist Zuhören eine der wichtigsten Kompetenzen überhaupt. Betroffene brauchen zunächst Menschen, die ihnen ohne Relativierung zuhören und ihnen Raum geben, über das Erlebte zu sprechen. Heilung beginnt oft genau dort, wo Schmerz ausgesprochen werden darf. Erst wenn Menschen ihre Erfahrungen erzählen können, ohne sich rechtfertigen zu müssen, entsteht das Gefühl, wieder gesehen und ernst genommen zu werden. Verletzlichkeit ist dabei keine Schwäche, sondern etwas zutiefst Menschliches. Problematisch wird Verletzlichkeit erst dann, wenn Menschen mit ihrem Schmerz alleine gelassen werden. Deshalb müssen Gesellschaften lernen, Verletzlichkeit gemeinsam zu tragen, damit daraus keine Isolation entsteht. Betroffene brauchen sichere Räume, in denen ihre Erfahrungen ernst genommen werden und in denen sie nicht nur symbolisch eingeladen, sondern tatsächlich in Entscheidungsprozesse einbezogen werden. Solche Räume schaffen Begegnung, Dialog und die Möglichkeit, unterschiedliche Perspektiven sichtbar zu machen. Gerade in polarisierten Zeiten braucht eine demokratische Gesellschaft Orte, an denen Menschen einander zuhören, voneinander lernen und gemeinsam Verantwortung für gesellschaftlichen Zusammenhalt übernehmen. Kennenlernen Wichtig ist deshalb vor allem echte Begegnung. Viele Vorurteile entstehen dort, wo Menschen einander nicht kennen. Ali, der Schwiegersohn des Propheten Muhammed, sagte einst sinngemäß: „Der Mensch ist Feind dessen, was er nicht kennt.“ Durch Begegnung und Kennenlernen erkennen Menschen häufig, wie viele Gemeinsamkeiten sie miteinander teilen. Darin liegt eine der wichtigsten Voraussetzungen für gesellschaftlichen Zusammenhalt. „Nie wieder“ ist kein historischer Satz, sondern eine tägliche Aufgabe Die größte Gefahr moderner Gesellschaften besteht nicht darin, dass sie sich für unmoralisch halten. Die größte Gefahr besteht darin, dass sie überzeugt sind, aus der Geschichte bereits ausreichend gelernt zu haben. Doch Erinnerung ist niemals abgeschlossen. Sie ist kein Denkmal aus Stein, sondern eine gesellschaftliche Haltung, die sich jeden Tag neu bewähren muss. „Nie wieder“ bedeutet deshalb nicht nur, an Vergangenes zu erinnern. Es bedeutet vor allem, heutige Mechanismen der Ausgrenzung zu erkennen, bevor sie sich gesellschaftlich verfestigen. Dann erst entscheidet sich, ob Erinnerungskultur tatsächlich schützt oder nur beruhigt. Dr. Cemil Şahinöz, Islamische Zeitung, Juli 2026 https://islamische-zeitung.de/nie-wieder-erinnerungskultur-konsequent-sein/
  15. Zum Download: https://play.google.com/store/apps/details?id=appinventor.ai_mwoswo.Dragon_Pearl_og Begib Dich auf ein episches Abenteuer und rette die legendäre Dragon Pearl! Der dunkle Schattenfürst Zorak hat die mächtige Dragon Pearl gestohlen und das Reich ins Chaos gestürzt. Nur Du kannst die verlorene Kraft der Perle zurückbringen und das Land vor der Dunkelheit bewahren. Erkunde zehn abwechslungsreiche Welten voller Gefahren, Geheimnisse und mächtiger Gegner. Kämpfe gegen Goblins, Ritter, Geister, Drachen und viele weitere Kreaturen. Stelle Dich gewaltigen Endgegnern und gewinne Stück für Stück die Macht der Dragon Pearl zurück. Unterwegs erhältst Du die Unterstützung treuer Begleiter. Ein mutiger Wolf, ein scharfsichtiger Falke und ein mächtiger Löwe kämpfen an Deiner Seite und helfen Dir im Kampf gegen die Mächte der Finsternis. Merkmale • 10 spannende Level mit unterschiedlichen Umgebungen • Einzigartiger Endgegner in jeder Welt • Wolf, Falke und Löwe als Begleiter • Schwertkämpfe und Sprünge • Plattformen und Kisten • Level-Codes zum späteren Fortsetzen • Weltkarte mit freischaltbaren Regionen • Deutsche und englische Sprache • Optimiert für Smartphone und Tablet • Klassischer Retro-Pixelstil mit modernem Spielgefühl Kannst Du Zorak besiegen und die Dragon Pearl retten? Das Schicksal des Reiches liegt in Deinen Händen! Zum Download: https://play.google.com/store/apps/details?id=appinventor.ai_mwoswo.Dragon_Pearl_og Teilen Sie dies mit:
  16. Die neueste Ausgabe der interkulturellen, unabhängigen Zeitschrift für Wissenschaft, Integration und Religionswissenschaften „Ayasofya“ ist erschienen. Zum Bestellen: https://www.lesen24.com/detail/index/sArticle/98/sCategory/19 Die neue Ayasofya enthält u.a.: Auf deutsch: Der Prophet Muhammed – Ein vollkommenes moralisches Vorbild (Mehmed Paksu) Anbetung und Gottesdienst (Said Nursi) Seelsorge in den Texten von Said Nursi (Dr. Cemil Şahinöz) Hilfeschreie im Osten von China (Kürşat) Wer sät, der erntet (Dilek Cavallaro) Barmherzigkeit und Gerechtigkeit Gottes (Gino Cavallaro) My Halal Check (Songül Şahinöz) Durch Hungern den Hunger stillen? (Ahmet Demirbilek) Das Gift des Rassismus (Yasin Baş) Auf türkisch: İbadet çok büyük bir ticarettir (Said Nursi) İnanmayanların Allah´a düşman olmasının sebebi nedir? (Mehmet Evren) Berlin Risale-i Nur Hizmetleri (Musa Coşkuner) Yoluma Kuşlar Konduran Rabbim (Seda Karabacak) Esselamün Aleykum ya „Ü“ harfi (Selma Öztürk) Mizah Köşesi (Şükrü Keseli)
  17. Alman psikoterapist Dr. Christina Kayales: Risale-i Nur, insanın ruhsal yaralarına şifa sunan bir eczane Almanya’da bu yıl beşincisi düzenlenen Bediüzzaman Said Nursi Sempozyumu, farklı şehirlerden gelen akademisyenleri, manevi bakım uzmanlarını ve Risale-i Nur okuyucularını Hannover’de bir araya getirdi Daha önce Bonn ve Osnabrück’te gerçekleştirilen sempozyum, ilk kez Hannover’de düzenlenirken yoğun katılım ve canlı tartışmalarla dikkat çekti. Osnabrück merkezli ve Almanya’da İslami Manevi Bakım alanındaki öncü çalışmalarıyla tanınan Islamkolleg tarafından organize edilen sempozyumun teması, “Risale-i Nur’un Işığında İslami Manevi Bakım: Said Nursi’nin İnanç, Dayanıklılık ve Modern Yaşam Alanlarına İlişkin Yaklaşımları” olarak belirlendi. İlahiyatçı ve biyolog Nurdan Kudu’nun sunuculuğunu üstlendiği programın açılış konuşmasını Islamkolleg Bilimsel Direktörü Dr. Yılmaz Gümüş yaptı. Gümüş, konuşmasında Mevlânâ Celâleddîn-i Rûmî, İmam-ı Rabbânî ve Bediüzzaman Said Nursi’nin manevi bakım anlayışına sundukları katkıları ele alarak, bu büyük şahsiyetlerin günümüz insanının manevi ihtiyaçlarına ışık tutmaya devam ettiğini vurguladı. İNSANIN RUH DÜNYASINA HİTAP EDEN GÜÇLÜ BİR MANEVİ DESTEK Ardından söz alan Islamkolleg Yönetim Kurulu Üyesi Avni Altıner, Said Nursi’nin özellikle hastalar, mahkûmlar ve zor hayat şartlarıyla mücadele eden insanlar için geliştirdiği manevi rehberlik yaklaşımına dikkat çekti. Altıner, Risale-i Nur’un sadece teorik bir eserler bütünü olmadığını, aynı zamanda insanın ruh dünyasına hitap eden güçlü bir manevi destek kaynağı olduğunu ifade etti. Sempozyumda konuşan sosyolog ve din psikoloğu Dr. Cemil Şahinöz ise İslam’da manevi bakım geleneğinin tarihsel kökenlerini anlatarak Almanya’daki güncel uygulamalar hakkında bilgi verdi. Şahinöz, Said Nursi’nin eserlerinin modern manevi bakım çalışmalarına sunduğu katkıları değerlendirirken, özellikle anlam arayışı, sabır, umut ve dayanıklılık gibi konuların günümüz toplumunda giderek daha fazla önem kazandığını belirtti. “İNSANIN RUHSAL YARALARINA ŞİFA SUNAN BİR ECZANE” Programın dikkat çeken sunumlarından birini gerçekleştiren ilahiyatçı ve psikoterapist Dr. Christina Kayales, Risale-i Nur ile modern psikoterapi yöntemleri arasındaki ortak noktaları ele aldı. Kayales, Risale-i Nur Külliyatı’nı “insanın ruhsal yaralarına şifa sunan bir eczane” olarak nitelendirirken, bu benzetme salondan büyük alkış aldı. Konuşmasında, eserlerin bireyin iç dünyasını güçlendiren yönlerine ve psikolojik dayanıklılığa yaptığı katkılara da vurgu yaptı. Sempozyumun son bölümünde telefonla manevi bakım hizmeti yürüten Mohammad Imran Sagir, Sosyal Hizmetler sunan Duha e.V. derneğinin kurucusu ve başkanı Mustafa Dedekeloğlu, Almanya Bosna Hersek İslam Toplumu Müftüsü Aldin Kusur ve Islamkolleg Yönetim Kurulu Üyesi Dr. Coşkun Sağlam söz aldı. Konuşmacılar, kendi çalışma alanlarından örnekler vererek manevi bakımın bireyler ve toplum üzerindeki etkilerini değerlendirdiler. Ayrıca Risale-i Nur’un, farklı sosyal ve kültürel alanlarda nasıl bir rehberlik sunduğuna dair tecrübelerini paylaştılar. Programın ardından Hannover’de bulunan Risale-i Nur Medresesi’nde katılımcılara yemek ikram edildi. Samimi bir atmosferde gerçekleşen buluşmada, katılımcılar Bediüzzaman Said Nursi’nin fikirleri, Risale-i Nur’un günümüzdeki önemi ve manevi bakım çalışmalarının geleceği üzerine uzun sohbetler gerçekleştirdi. Böylece sempozyum, yalnızca akademik bir toplantı olmanın ötesine geçerek fikir alışverişinin ve kardeşlik bağlarının güçlendiği anlamlı bir buluşmaya dönüştü. Risale Haber, 22.06.2026 https://www.risalehaber.com/alman-psikoterapist-dr-christina-kayales-risale-i-nur-insanin-ruhsal-yaralarina-452953h.htm
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